terça-feira, 2 de janeiro de 2018

"Ler, divulgar e valorizar a nossa Três Barras"


                    E a nossa Três Barras estará comemorando 57 anos de município no próximo dia 23 de janeiro.Histórica  em alguns aspectos, mas desvalorizada em outros.
No passado, aquele passado do qual me lembro (anos 60, 70 a 80) havia uma união maior entre as pessoas, onde o objetivo era o bem estar da comunidade.Hoje, neste novo século em que estamos vivendo, onde impera a bandeira do consumismo, são poucos os tresbarrenses que fazem alguma coisa por amor à cidade.Há muito discurso e pouca ação.
                    O centro antigo ou a antiga vila de Três Barras é um bairro tranquilo para morar e onde também residem a maioria dos antigos moradores.Nem só de paz vive o nosso centro., mas também de abandono...

  1. Terminal Rodoviário (que já foi um espaço apresentável, como nos mostra a foto) está em ruínas, servindo de abrigo para maus elementos e outras atividades de baixo nivel.Uma vergonha o estado de abandono desse local.


2. Sociedade União Operária (que em outros tempos nos brindava com bailes na noite de Ano Novo) está caindo aos pedaços, ameaçando a segurança dos pedestres.Volta e meia cai pedaços da caixa de vento e telhas.Perigo constante.Todos estão vendo...



3.Trenzinho da Lumber (uma relíquia deixada pela serraria Lumber) enquanto estava em poder do Exército, era bem conservado.Hoje se encontra todo sucateado.



É preciso que o nosso Poder Legislativo se una com o Executivo  numa ação conjunta, para o bem da comunidade e para deixar a nossa cidade mais bonita.
        Pois se nos cabe o título de "Berço do Contestado", temos que honrar, procurando cada vez mais embelezar a praça, o museu, a Santa Emídia e tantos outros espaços. 
Tenho esperança no pessoal que está governando e só tenho a dizer: E Viva Três Barras.
        

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

"Homenageado ilustre"

Fernando Osvaldo de Oliveira (filho do conhecido médico da empresa Lumber, dr. Osvaldo), foi homenageado como patrono da cadeira número dezoito da Academia de Letras do Brasil - Canoinhas - SC.A referida homenagem partiu do tresbarrense José Francisco de Souza, que na noite do último dia 26 de outubro, tomou posse como novo acadêmico.

Foto: Dr. Fernando Osvaldo de Oliveira - formatura em medicina.


Fernando Oswaldo de Oliveira, nasceu em Três Barras - SC, no dia 18 de maio de 1916.  
Filho de Oswaldo de Oliveira e de Maria Consuelo Costa de Oliveira.
Seguindo a carreira exercida por seu pai, ingressou no curso de medicina da Universidade Federal do Paraná aos 15 anos, e formou-se no ano de 1937, aos 21 anos. Casou com Nympha Ferreira de Oliveira e fixou residência em Canoinhas, onde clinicou.

Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 2ª legislatura (1951 — 1955), eleito pelo Partido Social Democrático (PSD).

Foi secretário de Estado da Saúde durante o governo Celso Ramos, período no qual foi construído, sob sua responsabilidade o Hospital Celso Ramos em Florianópolis. Foi médico do Serviço de Atendimento Domiciliar de Urgência – SANDU; 
Foi diretor de Departamento Autônomo de Saúde Pública (DASP), órgão estadual que coordenava e fiscalizava as políticas sanitárias e médico-sociais praticadas em todo território catarinense; foi o primeiro médico do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (IPESC); 
Atuou como presidente da Fundação Hospitalar de Santa Catarina, entidade autônoma criada em 1965 e responsável pela organização e operação de rede médico-hospitalar sem fins lucrativos, onde aposentou-se, passando a assessorar na área técnica a srª Vilma Ramos Fonseca, superintendente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), atendendo a convite de Celso Ramos, até a extinção daquela fundação no ano de 1995, ano em que veio a falecer.
Foi, ainda, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) dos anos de 1962 a 1972, lecionando nas faculdades de farmácia e medicina, todavia prestou serviços àquela instituição de ensino sob contrato até 1995.
É o autor do romance O Jagunço, editado em 1978, no qual, recordando fatos históricos, retrata as agruras e esperanças do povo que habitava a região do conflito do Contestado.


    Foram quatro, os novos membros a tomarem posse na Academia de Letras do Brasil - Canoinhas - SC, na noite de 26 de outubro de 2017: Fernando Tokarski, José Francisco de Souza, Cinira Damaso Ribas e Ricardo de Campos.


    Prefeito de Canoinhas (Beto Passos) ao lado dos novos acadêmicos.


    domingo, 24 de setembro de 2017

    "Contos e crônicas de Três Barras"



    Três Barras já conta com mais um autor na literatura.
    José Francisco de Souza, pedagogo e muito interessado na história local, acaba de escrever um livro na linha infanto-juvenil: "Contos e Crônicas de Três Barras".Tendo participado do concurso literário "Cem Cópias, sem custo" no Estado de Santa Catarina, foi classificado com mais seis autores, a receberem o prêmio no último dia 10 de julho, em Florianópolis.

    O autor com seus familiares durante a premiação em Florianópolis.

    O livro é um resgate de vários contos locais, que foram contados por pessoas da família, quando o autor era criança.Entre tantos, vale destacar: "A lenda da noiva", "No caminho dos bugres" e "A panela de dinheiro".Envolvendo o real e com o imaginário, o autor conseguiu manter a ação sempre relacionada à história de Três Barras.O Campo Militar, o cinema, a Lumber, a escola, as costureiras e tantos outros temas foram transformados em contos, tornando o livro agradável e divertido.O lançamento do mesmo está previsto para setembro próximo.Mas as pessoas de fora de Três Barras poderão pedir através do e-mail: zezinho0484@gmail.com

    Aconteceu na noite de 20 de setembro passado, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, o lançamento do livro "Contos e crônicas de Três Barras", de autoria de José Francisco de Souza.O autor recebeu amigos, parentes e convidados, para contar um pouco sobre sua trajetória no mundo da literatura, apresentar alguns vídeos sobre os anos 60  no CIMH e autografar o seu livro.Envolvendo a ficção com um pouco de realidade, os contos e as crônicas são um resgate da memória tresbarrense e de um passado que já não existe mais.Também há vários depoimentos reais sobre o que representou o CIMH na década de 60, para os tresbarrenses.
    O autor e seus convidados numa noite de pura nostalgia. 


    Capa do livro.
    No caminho dos bugres, A lenda da noiva, A panela de dinheiro, As duas moças, Uma história de amor, Os dois aventureiros, A aliança da vovó, A cigana misteriosa, JK esteve aqui, Ao apito do trem, são alguns dos contos e algumas crônicas que fazem parte do livro.

    Escritores e convidados prestigiaram o lançamento do livro. 

    Três Barras já conta com nove autores com livros publicados, nas mais diferentes áreas e gêneros literários.José Francisco de Souza, pedagogo, colaborador da imprensa local, é o mais novo autor da cidade.Seu pai  (Jorge de Souza) também escreve e lançou em 2007 o livro "Casa Brasileira".Sempre que surge um novo autor, quem ganha é a cidade, que enriquece a sua cultura.


    Na foto abaixo à esquerda, o autor e a escritora Matilde Olsen.

    sexta-feira, 10 de março de 2017

    "Os 100 anos da Estação Ferroviária".

    A Estação Ferroviária de Três Barras, inaugurada em 1916, surgiu por necessidade da Empresa Lumber dar escoamento à sua produção aos portos de São Francisco do Sul e Paranaguá.Porém, ela não serviu apenas aos interesses da Lumber.Passou a ser utilizada por todos os moradores da cidade, que só viajavam com o trem.Por sua vez, o trem foi durante décadas, o principal meio de transporte dos tresbarrenses.Muitos recém-casados costumavam marcar a cerimônia conforme os horários dos trens.Pois, para sair em lua-de-mel, tinham que pegar o trem.




     Nossa Estação foi testemunha de muitas histórias e prosseguiu com suas atividades até o início dos anos 90.Depois foi desativada e transformada em Museu Municipal a partir de 1997. No museu está preservada boa parte da história local, através de fotografias, objetos e documentos.Uma máquina maria-fumaça antiga, que pertenceu à Lumber, está em exposição ao lado do museu.Em 2016 a Estação comemorou seu centenário e havia promessa de que aconteceria um evento alusivo à data.Porém, nada foi realizado.Uma pena, visto que temos tão poucas atividades culturais.


     O livro "Casa Brasileira" , de autoria de Jorge de Souza, ex-agente ferroviário, que trabalhou nessa Estação, fala muito sobre a importância da mesma nas décadas de 40, 50 e 60.



    Museu Municipal

    Se você quiser adquirir o livro "Casa Brasileira", basta enviar uma mensagem para o e-mail:zezinho0484@gmail.com
     Em Três Barras o livro está à venda na Papelaria Fábio e Jr. e no Mercado Denk.

    quarta-feira, 11 de novembro de 2015

    Você conhece nossos autores?

    Três Barras já conta com vários autores na literatura.
    Seja na ficção, história, poesia ou memórias, a cidade cresce culturalmente cada vez que uma nova obra é publicada.Mas, se você acha difícil publicar um livro, saiba que mais difícil é vender.Pois, nem sempre os autores recebem o merecido reconhecimento por parte do município que representam.Tentativas esparsas de professores de literatura numa ou outra escola, costumam levar os autores até as salas de aula, para que se tornem conhecidos.Fora isso, o município por sua vez pouco faz ou nada faz em favor desses autores.Destaco aqui:

    * Jorge de Souza, com o livro de memórias "Casa Brasileira", onde nos conta sobre como era a Três Barras de ontem e a convivência com a maior serraria da América do Sul, a empresa Lumber.Um livro que merece ser lido por todos que desejem conhecer um pouco mais da história tresbarrense, com detalhes que só o próprio autor conviveu.



    * Giseli Corrêa, surgiu na literatura tresbarrense com uma obra de ficção na área do infanto-juvenil.Um livro muito apreciado pelos estudantes, "Descobrindo Ariete", encantou muita gente.O talento da jovem autora pode ainda nos proporcionar muitas outras obras com certeza.



    * Francisco Vitoski, um autor de muito talento, cujas obras "Flor de lis" e "Legião dos inconformados", despertou a atenção dos leitores.Seus livros contém acima de tudo, um grande potencial de pesquisa a respeito do tema abordado.


    * Matilde Olsen, creio que foi a primeira corajosa a publicar um livro em Três Barras, lançando em 2003 "Sementes de Girassol".Mais tarde, publicou um trabalho menor, mas de certo interesse no que se refere ao tema "Contestado".É de 2012, seu livro "A cultura que permanece no contestado e reflexões".



    * Andréas Carlos Costenaro, um jovem autor que entrou para o meio literário com um livro de poesias. Sua obra "Uma observação", lançada em 2012, tem sido apreciada por muitos leitores.Reunindo 54 poemas, o autor expressa seus sentimentos abordando temas diversos.


    * Soeli Regina Lima, professora formada em história, a autora publicou algumas obras de conteúdos históricos, feitas por encomenda.Em Três Barras foi autora do livro "A trajetória do poder legislativo tresbarrense", publicado em 2011.E também "A guerra do Contestado em sala de aula", em conjunto com Marli Antunes, no ano de 2010.Em União da Vitória - PR, publicou "Memórias que cantam e encantam: Coral Universitário Fafi", em 2011.


    "Contos e crônicas de Três Barras" (2017) de autoria de José Francisco de Souza, reúne vários causos e lendas que eram contadas pelos moradores mais antigos da cidade.Entre o real e o imaginário, há algumas passagens históricas bem interessantes.


    Esses são alguns dos autores tresbarrenses, cujas obras mereciam ser mais apreciadas e mais conhecidas do público local.Há uma grande propaganda por parte da imprensa com relação a investimentos na Cultura, mas que na verdade não passa de fachada.Só mesmo o autor é que sabe quais são os custos para editar um livro e a dificuldade para retirar aquilo que investiu.O resto é tudo papo furado, conversa fiada e demagogia.Ninguém financia ninguém.Quer escrever um livro?

    segunda-feira, 17 de novembro de 2014

    "O Campo de Instrução "Marechal Hermes" - CIMH

         Em 10 de setembro de 1952 deu-se a transferência da jurisdição dos bens da Lumber para o Patrimônio da União e do Ministério da Guerra, conforme a autorização do Presidente da República, devidamente publicada no Diário Oficial da União de 23 de agosto de 1952.
          No dia 24 de outubro do corrente ano, na área da então serraria Lumber, foi criado através do Ministério da Guerra um Campo de Manobras das forças armadas. O Campo de Instrução "Marechal Hermes" foi criado pelo Decreto nº32.431, de 17 de março de 1953, ocupando 924 mil metros quadrados no centro da cidade, e mais 4.800 alqueires de terras agrícolas, no interior dos municípios de Três Barras e Papanduva, onde ocorrem as manobras.
    Quem teve a oportunidade de algum dia residir na área militar em Três Barras, há de concordar comigo, a respeito da paz e da tranquilidade sempre presente naquele pequeno paraíso.Na década de 60, residi durante uns cinco anos, com minha família numa casa do CIMH.Haviam quase trezentas casas, que na maioria abrigavam famílias particulares.Eram ex-trabalhadores da Lumber, funcionários do Exército, e outros.Uma pequena parte era ocupada por famílias de militares.

    Os caminhos dos eucaliptos...

    Portão de entrada do CIMH.

    Escritório do CIMH.

     Casa do coronel.

    Casas do CIMH

     Antigo alojamento dos soldados, serviu de Casa da Cultura entre os anos de 1983 - 2000.

    Oficina do CIMH

    NOS ANOS 60...

     Soldados Jorge Dambroski e Eliseu Munhoz - 1966

    Soldado Eliseu Munhoz, na lambreta. 


    Galeria dos coronéis do CIMH.

     Desfile de 7 de setembro passando diante do Armazém.

     Jovens numa casa próxima ao Armazém.

     Interior do Armazém do CIMH.

     Pequena casa diante do Armazém.
    Banda passando diante do Armazém.
    Jovens no Estádio de futebol e no parquinho infantil (1961).

    Atividade alusiva a 7 de setembro no CIMH - (1960)



    Marcenaria.


    Aqui ficava o Cinema do CIMH.
    Aquela área era reservada e praticamente sem trânsito de caminhões ou automóveis.Havia lá a segurança dos soldados sempre de guarda nas várias guaritas espalhadas ao longo do campo.O campo abrigava todo o lazer da comunidade:o Estádio de Futebol, o Cinema, o Cassino (salão de bailes e danças) e um Parque Infantil para a criançada.Em quase todas as casas predominavam as árvores de frutas: pêras, maçãs, pêssegos, ameixas, laranjas  e mimosas.Também o forno à lenha estava presente em todos os lares.E nas tardes de sábado, o pão quentinho saído do forno, tinha um aroma todo especial, que até hoje eu não esqueço.


    O cinema proporcionou alegria para muita gente.

    Extensas áreas de gramado, caminhos ladeados de eucaliptos que permitiam a passagem de qualquer pessoa que saísse da vila e desejasse ir ao bairro Vila Nova ou às áreas rurais:Tigre e Gavião.Havia acima de tudo, uma bonita amizade entre o pessoal do Exército e a comunidade tresbarrense.
    Casa da Cultura (1983-2000)
         Assim foi durante 48 anos.Qualquer tresbarrense podia entrar e sair da área militar, sem problema algum.Também próximo ao parquinho, havia um grande armazém, onde fazíamos nossas compras.
         No cassino, próximo ao Natal, aconteciam festividades com a chegada do Papai Noel.
    Mais tarde, entre os anos de 1997-2000 tive a oportunidade de trabalhar na Casa da Cultura (que ficava no antigo alojamento dos soldados).
    Era um empréstimo do campo à prefeitura, desde 1983.Nesse período, 99% das casas já não existiam mais.Haviam poucas famílias residindo por lá.Apesar desse vazio, a tranquilidade do campo ainda tinha seus encantos e as pessoas cruzavam por ali, indo e vindo ,sem problemas.

    O cinema nos anos 60 e 70.


    O pessoal da Casa da Cultura contou  com a amizade do coronel Calixto, que abriu as portas da sua residência para que todos pudessem conhecer "a casa do coronel".Costumava convidar os funcionários da Casa da Cultura para visitarem o escritório ou para almoçarem juntos no cassino.Foram meus últimos momentos alegres naquele espaço.Pois, com a partida desse amigo, as coisas se modificaram muito.

    Os festivais desportivos tiveram seus grandes momentos no Estádio do Três Barras Esporte Clube.


    Barreiras foram sendo colocadas nas ruas, fechando caminhos e distanciando cada vez mais o tresbarrense.Ali houve uma história bonita, é uma área linda, que deveria ser transformada num grande parque de lazer, abrigando: estádio de futebol, cinema, teatro, ginásio de esportes, museu e muitas pistas para caminhada.Um parque ecológico e cultural, com finalidades turísticas e de lazer.Enfim, quem viveu nesse espaço, com certeza tem muita história para contar.


    A beleza de um cacto que durante anos guardou a entrada do CIMH.