sexta-feira, 27 de outubro de 2017

"Homenageado ilustre"

Fernando Osvaldo de Oliveira (filho do conhecido médico da empresa Lumber, dr. Osvaldo), foi homenageado como patrono da cadeira número dezoito da Academia de Letras do Brasil - Canoinhas - SC.A referida homenagem partiu do tresbarrense José Francisco de Souza, que na noite do último dia 26 de outubro, tomou posse como novo acadêmico.

Foto: Dr. Fernando Osvaldo de Oliveira - formatura em medicina.


Fernando Oswaldo de Oliveira, nasceu em Três Barras - SC, no dia 18 de maio de 1916.  
Filho de Oswaldo de Oliveira e de Maria Consuelo Costa de Oliveira.
Seguindo a carreira exercida por seu pai, ingressou no curso de medicina da Universidade Federal do Paraná aos 15 anos, e formou-se no ano de 1937, aos 21 anos. Casou com Nympha Ferreira de Oliveira e fixou residência em Canoinhas, onde clinicou.

Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 2ª legislatura (1951 — 1955), eleito pelo Partido Social Democrático (PSD).

Foi secretário de Estado da Saúde durante o governo Celso Ramos, período no qual foi construído, sob sua responsabilidade o Hospital Celso Ramos em Florianópolis. Foi médico do Serviço de Atendimento Domiciliar de Urgência – SANDU; 
Foi diretor de Departamento Autônomo de Saúde Pública (DASP), órgão estadual que coordenava e fiscalizava as políticas sanitárias e médico-sociais praticadas em todo território catarinense; foi o primeiro médico do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (IPESC); 
Atuou como presidente da Fundação Hospitalar de Santa Catarina, entidade autônoma criada em 1965 e responsável pela organização e operação de rede médico-hospitalar sem fins lucrativos, onde aposentou-se, passando a assessorar na área técnica a srª Vilma Ramos Fonseca, superintendente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), atendendo a convite de Celso Ramos, até a extinção daquela fundação no ano de 1995, ano em que veio a falecer.
Foi, ainda, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) dos anos de 1962 a 1972, lecionando nas faculdades de farmácia e medicina, todavia prestou serviços àquela instituição de ensino sob contrato até 1995.
É o autor do romance O Jagunço, editado em 1978, no qual, recordando fatos históricos, retrata as agruras e esperanças do povo que habitava a região do conflito do Contestado.


    Foram quatro, os novos membros a tomarem posse na Academia de Letras do Brasil - Canoinhas - SC, na noite de 26 de outubro de 2017: Fernando Tokarski, José Francisco de Souza, Cinira Damaso Ribas e Ricardo de Campos.


    Prefeito de Canoinhas (Beto Passos) ao lado dos novos acadêmicos.


    domingo, 24 de setembro de 2017

    "Contos e crônicas de Três Barras"

    Aconteceu na noite de 20 de setembro passado, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, o lançamento do livro "Contos e crônicas de Três Barras", de autoria de José Francisco de Souza.O autor recebeu amigos, parentes e convidados, para contar um pouco sobre sua trajetória no mundo da literatura, apresentar alguns vídeos sobre os anos 60  no CIMH e autografar o seu livro.Envolvendo a ficção com um pouco de realidade, os contos e as crônicas são um resgate da memória tresbarrense e de um passado que já não existe mais.Também há vários depoimentos reais sobre o que representou o CIMH na década de 60, para os tresbarrenses.
    O autor e seus convidados numa noite de pura nostalgia. 

    Capa do livro.
    No caminho dos bugres, A lenda da noiva, A panela de dinheiro, As duas moças, Uma história de amor, Os dois aventureiros, A aliança da vovó, A cigana misteriosa, JK esteve aqui, Ao apito do trem, são alguns dos contos e algumas crônicas que fazem parte do livro.

    Escritores e convidados prestigiaram o lançamento do livro. 

    Três Barras já conta com nove autores com livros publicados, nas mais diferentes áreas e gêneros literários.José Francisco de Souza, pedagogo, colaborador da imprensa local, é o mais novo autor da cidade.Seu pai  (Jorge de Souza) também escreve e lançou em 2007 o livro "Casa Brasileira".Sempre que surge um novo autor, quem ganha é a cidade, que enriquece a sua cultura.


    Na foto abaixo à esquerda, o autor e a escritora Matilde Olsen.

    sábado, 22 de julho de 2017

    "Um novo livro e um novo autor"

    Três Barras já conta com mais um autor na literatura.
    José Francisco de Souza, pedagogo e muito interessado na história local, acaba de escrever um livro na linha infanto-juvenil: "Contos e Crônicas de Três Barras".Tendo participado do concurso literário "Cem Cópias, sem custo" no Estado de Santa Catarina, foi classificado com mais seis autores, a receberem o prêmio no último dia 10 de julho, em Florianópolis.

    O autor entre seus familiares, durante a premiação.


    O livro é um resgate de vários contos locais, que foram contados por pessoas da família, quando o autor era criança.Entre tantos, vale destacar: "A lenda da noiva", "No caminho dos bugres" e "A panela de dinheiro".Envolvendo o real e com o imaginário, o autor conseguiu manter a ação sempre relacionada à história de Três Barras.O Campo Militar, o cinema, a Lumber, a escola, as costureiras e tantos outros temas foram transformados em contos, tornando o livro agradável e divertido.O lançamento do mesmo está previsto para setembro próximo.Mas as pessoas de fora de Três Barras poderão pedir através do e-mail: zezinho0484@gmail.com

    Autor autografando o livro para os convidados.

    Livro: "Contos e Crônicas de Três Barras" (2017).

    José Francisco de Souza - Florianópolis - SC

    sexta-feira, 10 de março de 2017

    "Os 100 anos da Estação Ferroviária".

    A Estação Ferroviária de Três Barras, inaugurada em 1916, surgiu por necessidade da Empresa Lumber dar escoamento à sua produção aos portos de São Francisco do Sul e Paranaguá.Porém, ela não serviu apenas aos interesses da Lumber.Passou a ser utilizada por todos os moradores da cidade, que só viajavam com o trem.Por sua vez, o trem foi durante décadas, o principal meio de transporte dos tresbarrenses.Muitos recém-casados costumavam marcar a cerimônia conforme os horários dos trens.Pois, para sair em lua-de-mel, tinham que pegar o trem.




     Nossa Estação foi testemunha de muitas histórias e prosseguiu com suas atividades até o início dos anos 90.Depois foi desativada e transformada em Museu Municipal a partir de 1997. No museu está preservada boa parte da história local, através de fotografias, objetos e documentos.Uma máquina maria-fumaça antiga, que pertenceu à Lumber, está em exposição ao lado do museu.Em 2016 a Estação comemorou seu centenário e havia promessa de que aconteceria um evento alusivo à data.Porém, nada foi realizado.Uma pena, visto que temos tão poucas atividades culturais.


     O livro "Casa Brasileira" , de autoria de Jorge de Souza, ex-agente ferroviário, que trabalhou nessa Estação, fala muito sobre a importância da mesma nas décadas de 40, 50 e 60.



    Museu Municipal

    Se você quiser adquirir o livro "Casa Brasileira", basta enviar uma mensagem para o e-mail:zezinho0484@gmail.com
     Em Três Barras o livro está à venda na Papelaria Fábio e Jr. e no Mercado Denk.

    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

    "Lumber e Campo Militar"



    "L EMBRANÇAS DA L U M B E R"

    O documentário por ter maior duração, não abre nesta página, mas você pode assistir no Youtube.







    Assista ao documentário no Youtube - Lembranças da Lumber.





    Menina passeando próximo das instalações da Lumber.





    HISTÓRIA Dos Hotéis:
    Três Barras durante os anos de atividades da Empresa Lumber, contou com três hotéis em funcionamento: Hotel América, Hotel Wandrastch e Hotel Mirandel.

    O “Hotel Mirandel”, localizado ao lado da Loja Uba, pertencia ao francês Artur Latige Mirandel, que teria chegado em Três Barras em 1913.Segundo contam, seu Artur pertencia a uma família de nobres franceses e possuía o título de Conde.Sua esposa era de origem russa e se chamava Anastácia Ivanov.O hoteleiro faleceu em 04 de maio de 1929.Sua esposa prosseguiu até 1953, quando veio a falecer em 04 de novembro, aos 84 anos de idade.Seus filhos eram: Miguel, Raul e Maria.Há uma lenda de que na casa dos mesmos existia um violino Stradivárius e que após o falecimento de Miguel (nos anos 80), a casa ficou abandonada e a Prefeitura teria encontrado esse violino, que misteriosamente desapareceu.Pessoas mais antigas nos contam que dona Anastácia era uma grande cozinheira e que chagava até a fazer geléias de pétalas de rosa.

    A respeito do “Hotel Wandrastch” que pertenceu a Fernando e Melanie, há muitas informações no livro “Casa Brasileira”.



    Aqui funcionou o "Hotel Wandrastch".


    O "Hotel América", nos anos 60 passou a se chamar "Hotel e Bar Tupã", mantendo uma placa com o desenho de uma cabeça de índio.Durante longos anos teve como responsáveis o casal Miguel e Rosa Chicoski.Foi passando por vários donos.No início dos anos 80, passou à família Guebert, que ali montou uma loja de materiais de construção.



    Desfile de 7 de setembro (2000).



    Engenho da Lumber

    A Companhia Lumber foi uma grande serraria norte-americana, que fez parte da história de Três Barras - SC.Instalou-se por volta de 1910 e funcionou até fins de 1951.Um pouco dessa história está registrada no livro "Casa Brasileira", de autoria de Jorge de Souza, publicado em abril de 2007.


    Trabalhadores da Lumber




    Lumber


    Marcenaria da Lum

    Locomotiva da Lumber




    Capela do IBAMA



    Casa do diretor da Lumber

    Desfile diante do armazém da Lumber


    Acidentes de trabalho com o trem

    Cinema da Lumber (1935).

    Escritório da Lumber.

    Barracões da Lumber.
    Trem da Lumber (1926).

    Soldados do CIMH: Jorge Dambroski e Eliseu Munhoz (1966).

    Casal próximo ao Armazém do CIMH.


    Galeria dos Coronéis do CIMH.
    Rádio do Bídus. Na foto: Eliseu Munhoz, Basílio Bídus e Jorge Dambroski.

    Jovens sentados próximo da Rádio do Bídus.Aos fundos vemos o Armazém.

    Igreja Metodista, que passou depois à Assembléia de Deus.

    Casa junto ao cinema.

    No tempo das lambretas.

    Soldados do CIMH

    Festa próximo ao cinema do CIMH.

    Times infanto-juvenis dos anos 60.

    A primeira Igreja de Três Barras - Vila Argentina.



    Doutor Oswaldo de Oliveira, importante médico da Lumber.


    GENTE QUE POR AQUI PASSOU...

    EMÍLIO TINEL e a "Banda Furiosa":

    Foto: Emílio Tinel (1949).

    Os tresbarrenses mais antigos ainda recordam os áureos tempos da empresa Lumber.E entre as muitas pessoas lembradas, está Emílio Tinel e sua “Banda Furiosa”.
    Emílio Tinel ( na Lumber), foi o primeiro brasileiro nomeado para o cargo de encarregado dos
    acidentes de trabalho, substituiu Francis. Foi contratado em 22 de Maio de 1923, aos 23
    anos, para a função de esteno-datilógrafo. Recebia a diária de 6$000, era casado, residia
    em Três Barras, mas havia migrado de São Paulo.
    Certamente conquistou a importante função de encarregado dos acidentes de trabalho pela sua estreita amizade com o diretor gerente da companhia, Ernesto Bishopp. Eram colegas inseparáveis em caçadas, pescarias e, inclusive, em uma banda de música formada por trabalhadores da Lumber, a “Banda Furiosa”, que no ano de 1925 contava com os dois amigos entre seus componentes.
    Após as diligências do delegado, o patrão, Emílio Tinel, declarou em seu depoimento que: “quando aquele operário exercia sua profissão de distribuidor de madeira preparada, aconteceu que, sentando-se na mesa em que giram as roletas condutoras de
    madeiras beneficiadas, “deixou-se prender” seu paletó em um desses roletes, indo a
    vítima de encontro a este, causando-lhe a fratura que apresenta”.
    Todas as testemunhas do caso, sem exceção, também declaram, da mesma forma que o patrão, que o operário “deixara-se prender” nos roletes, causando o acidente e os ferimentos dele decorrentes.
    Sobre o senhor Emílio Tinel, é curioso informar que há fotografia do mesmo, num quadro de formatura do Grupo Escolar “General Osório”, no ano de 1949, como homenageado de honra.Também num livro de registros de visitas às exposições do Grupo Escolar, há registros de visita da senhora Etelvina Tinel (em 1945) e de Rosíris Tinel (1951). São lembranças raras de pessoas que aqui viveram e deixaram o seu registro na história.

    PESSOAS QUE ATUARAM NA LUMBER:



    Otávio Tabalipa.Também foi prefeito de Canoinhas.

    Carlos Schramm 

    Ricardo de Oliveira, banqueiro e grande comerciante local.Mais conhecido como seu Dique.

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