segunda-feira, 1 de março de 2021

"Sonho Meu" - Uma noite na novela.

 Em 1993, quando residia em Curitiba, tive a oportunidade de participar como figurante de algumas cenas da novela "SONHO MEU" - TV GLOBO, que foi apresentada no horário das 18 horas.Era uma tarde do mês de agosto, quando logo após o almoço, sentei para assistir  televisão e deparei com um interessante convite:

A TV Paranaense Canal 12, afiliada da Rede Globo estava convidando o público para participar como figurante da nova novela das 18 horas.



As primeiras cenas da novela foram gravadas no Teatro Ópera de Arame, no dia 25 de agosto a partir das 19 horas.
Um total de três mil pessoas participaram das gravações.Com o teatro lotado, o diretor Reinaldo Bouri  orientava os figurantes para as cenas que seriam gravadas naquele espaço.


Nas cenas gravadas no Ópera de Arame, se fizeram presentes os seguintes atores:



Nas cenas gravadas no teatro Ópera de Arame, o personagem Jorge (Fábio Assunção) recebia um prêmio de medicina.Na ocasião foram apresentados alguns números do folclore polonês.


























Apresentações do folclore polonês.
















A novela teve sua estreia no diA 27 de setembro de 1993 e seu útlimo capítulo foi em 14 de maio de 1994.No último capítulo, somente as crianças foram convidadas a participarem das gravações no Ópera de Arame, onde foi apresentado um shou com a apresentadora Xuxa e o cantor José Augusto.


A novela teve cenas gravadas no Jardim Botânico, na Torre da Telepar e no Bosque do Papa.






Foi uma época em que Curitiba viveu intensamente embalada pelo encanto da novela "Sonho Meu".


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

"Era uma vez...no CIMH"

   Nos distantes anos sessenta, havia no coração de Três Barras um local que parecia encantado, dominado por suas extensas áreas verdes, campos floridos, caminhos de eucaliptos, cercas de ripas brancas e as varandas que predominavam em todas as casas.Sentia-se ali certa magia deixada pela antiga serraria Lumber.

      Era como se nos barracões ainda existentes e nos pedaços de trilhos deixados pelos caminhos permanecesse uma forte presença da cultura dos imigrantes, da honra e da nobreza do povo europeu.

         Nas ruas cobertas de pedregulhos, casais de namorados desfrutavam das ensolaradas tardes de domingo, que se tornavam ainda mais coloridas com o passar das famílias que se dirigiam ao cinema, ao campo de futebol ou ao cassino, nas inesquecíveis domingueiras.

Sim, esse lugar realmente existiu.Era o CIMH dos anos sessenta.



    Nas décadas de 50 e 60, os desfiles de 7 de setembro saíam do Grupo Escolar "General Osório" e terminavam no campo de futebol.

Todo domingo havia futebol e uma vez durante o ano aconteciam os Festivais Esportivos, onde era escolhida a rainha do time do Três Barras Esporte Clube.

Em 1983, o prefeito da época, em conjunto com o coronel do CIMH mandaram demolir o pavilhão, porque desejavam construir algo mais moderno e com maior comodidade.Porém o projeto nunca saiu do papel.E com o tempo, as cercas foram caindo e o abandono tomou conta de tudo.






          Festival Esportivo na década de 40. Na foto podemos ver alguns diretores da         
         Lumber.


CINEMA

                 O cinema funcionou desde os tempos da Lumber até meados de 1980.Por volta do ano de 1968, passou por uma reforma e ampliação na sala de projeção, incluindo aí a mudança da tela, que passou a cinemascope.

Dos meus tempos de cinema, de 1966 em diante, só recordo das sessões nos finais de semana e no dia da criança.Anteriormente, contam que havia sessões à noite, durante a semana.Na época era algo muito mágico, porque não conhecíamos a televisão, circo e teatro por aqui, eram coisas raras.Então o cinema era tudo de bom

Romance só na tela?
Que nada.Era na plateia que os namoros estavam a todo vapor.Ali aconteceram muitos encontros e a emoção do primeiro beijo.Namoros que iniciaram no cinema, acabaram em casamento.



Término de uma sessão de matinê no domingo à tarde, por volta das 16:30, como sempre acontecia.Saindo do cinema, muita gente seguia para o Estádio de Futebol, aproveitando um finalzinho do jogo que ia até 17:30 e às vezes até as 18:00 horas.

Parque Infantil

Diante da casa do coronel ficava um parque infantil, que era um espaço de lazer para as mães levarem seus filhos nas tardes de domingo.




Casa do Coronel

Uma jovem tresbarrense nos anos 60, diante do parquinho.

"Cassino dos Oficiais"

Era um salão ao lado do cinema, muito utilizado para jantares, coquetéis e eventos do pessoal militar.Mas também era aberto para tardes dançantes (domingueiras), bailes de carnaval, juninos, etc.Em dezembro sempre, acontecia a chegada do Papai Noel no cassino, distribuindo doces e presentes.

           Bailes, domingueiras, dancinhas de carnaval...tudo acontecia no cassino.


O momento da chegada do Papai Noel no cassino, era esperado com alegria por muitas crianças que viveram no CIMH dos anos 60.


Ao lado esquerdo desta foto, ficava a área chamada "Caldeirinhas" e no lado direito, a "Bombinha".


domingo, 4 de outubro de 2020

"A Lumber por elas"

 No ano de 2013, em colaboração com um trabalho escolar, o professor José Francisco contando com a colaboração de Marco Barbosa (pai de uma aluna), realizaram algumas entrevistas com quatro senhoras da comunidade tresbarrense, para saber um pouco mais sobre os tempos da serraria Lumber.


Foto: Neca , Amene e Fátima Uba com Charlotte de Souza.








Foram então entrevistadas: Abigail Pacheco Bishopp, Amene e Neca Uba, e Charlotte de Souza.Algumas fotografias da época foram incluídas nas montagens dos vídeos.Também foram anexadas outras fotos (não da época) mas apenas para exemplificar o que as mesmas falavam a respeito dos bailes e do teatro.


Foto: Alda Olsen, Abigail Bishopp e Aglaé Bueno.

Essas entrevistas estão disponíveis no youtube.É interessante assistir, para saber um pouco mais da nossa história.


Foto: Antiga Estação Ferroviária - Atual Museu Municipal.