quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"Lembranças da Lumber "



"LEMBRANÇAS DA LUMBER "

Assista no youtube o documentário "A Lumber por elas".Há depoimentos de alguns tresbarrenses.
Vista da serraria Lumber.

 Uma das primeiras casas do chefe da Madeira.
Uma garotinha passando pelos gramados próximos da Lumber.





 A serraria Lumber foi uma grande empresa norte-americana que trabalhou em Três Barras de 1908 até fins de 1940. A partir de então, ela foi incorporada ao patrimônio da União e passou a ser uma empresa nacional.Continuou em atividade até o final de 1951.
     Em setembro de 1952 foi criado o Campo de Instrução "Marechal Hermes".
Na sede da empresa havia tudo o que havia de melhor na época: cinema, hospital, campo de futebol, armazém, fábrica de gelo, salão de baile, luz elétrica, água encanada, etc.A serraria exportava a maior parte de sua produção para os Estados Unidos da América e África do Sul.
      A sede da empresa ficou na área onde hoje está o Campo Militar.


Assista ao documentário no Youtbe: A Lumber por elas.




 Abertura da estrada de ferro Três Barras a Mafra.

 As primeiras casas na volta da serraria.









 Madeira Almoxerifado.








 Nos trilhos da Lumber - 1925.
 Locomotivas podemantes.

 Engenho de toras.








           A grande maioria das fotografias que temos hoje retratando a antiga madeira serrada  
         agradecemos ao talento do saudoso fotógrafo Claro Jansson.











 Carregamento de toras.

 Casa das máquinas.

 Vista da serraria, Guincho, Pistoleiros da Madeira.
 Estação ferroviária de Três Barras - 1916.




No ano de 1940, a Companhia Lumber foi incorporada ao Patrimônio da União, deixando de ser uma empresa norte-americana. Passou a ser fiscalizada por um Coronel Militar até o final de 1951, conforme nos contam os registros a seguir.


IRINEU BORNHAUSEN E A LUMBER:

O nosso município, sem dúvida, sofreu rude golpe com a quase paralização da Lumber. É que a poderosa empresa norte-americana (já há algum tempo incorporada ao Patrimônio Nacional), sempre pesou na balança econômica de Canoinhas. Sendo porque deu trabalho há quase mil empregados e sempre constituiu um dos esteios da arrecadação municipal e estadual em Canoinhas.

      A próspera vila de Três Barras viveu em função da Lumber.



Mesmo o comércio e o movimento bancário local, dependem em parte do funcionamento da Lumber em toda a sua plenitude. E além da vila de Três Barras, a Lumber influi em outras regiões do interior, naquelas servidas pela sua rede ferroviária, tais como: o Palmital, Paiol Velho, Rio Bonito e Rio Claro. É vasta a importância da Lumber no município.

     A recente paralização das serrarias da Lumber e a conseqüente despedida de cerca de quinhentos operários, refletiu assustadoramente no panorama econômico municipal.

    Na vila de Três Barras, o movimento comercial decaiu a olhos vistos, o mesmo acontecendo no Palmital e no Paiol Velho.

Aproximadamente quinhentos chefes de família foram levados ao desemprego; centenas de lavradores que faziam lenha para alimentar as fornalhas das locomotivas da Lumber, tiveram que reduzir seu trabalho, passando a produzir e vender menos.




    O Governo Federal, meses atrás anunciou a venda do patrimônio da Lumber, abrindo para isso, a necessária concorrência pública. Diversos prazos correram, sem que fosse apresentada uma única proposta de compra. Agora entretanto, o senhor Irineu Bornhausen, grande industrial de reconhecido e comprovado valor administrativo, homem capaz de grandes realizações, veio apresentar uma proposta de compra da Lumber ( a qual ele pretende reerguer) favorecendo Três Barras e o nosso município.





    Irineu Bornhausen é no momento o único concorrente à compra da Lumber e desta forma, é quase certo que a proposta que apresentou será considerada. Desde que se concretize a compra, devem ser atacadas as obras de conclusão da estrada de ferro até as reservas florestais da Companhia, no município de Curitibanos. A serraria principal voltará a funcionar e os empregados despedidos, certamente serão readmitidos. Oxalá tudo corra assim, para o bem de Canoinhas.(23/09/1950).


 Batedores e Capitães do Mato a serviço da Madeira.

Lumber: Decisão Judicial.

Por sentença proferida pelo dr. José Pedro Mendes de Almeida, digníssimo Juíz de Direito da Comarca, foi rescindido o contrato de trabalho entre os empregados da ex-Lumber e a Superintendência das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União; sendo esta condenada a pagar indenizações correspondente a salários em atraso, gratificações, tempo de serviço, no total de Cr$ 16.000.000, 00 mais ou menos e nas custas do processo arbitradas em Cr$ 329.508, 30. (13/11/1954)

 




Nereu Ramos e a Lumber

Jornal Correio do Norte – 17 – 03 - 1956

O Presidente Getúlio Vargas (petebista) e Nereu Ramos (pessedista) fizeram os operários da Lumher, com suas famílias; passarem fome, frio e privações; Juscelino Kubitschek (aliancista) não cumpriu com a .palavra empenhada na praça pública de nossa cidade, quando de sua visita em 1955.


 Dr. Osvaldo de Oliveira, famoso médico da serraria Lumber.



Gastou milhões e milhões de cruzeiros dos cofres da Nação em sua viagem de recreio pela Europa e nos banquetes de posse e deixou que os operários de Três Barras continuassem a sofrer privações.

   Durante longos anos, o doutor Nereu Ramos (o maior dos catarinenses vivos, o maior benfeitor do povo catarinense, no dizer de certa gente) foi advogado da grandiosa Companhia Lumber, a maior serraria da América do Sul.

   Então todos os seus funcionários e operários viviam felizes porque recebiam seus salários em dia, produto do seu trabalho.



Tarde de domingo nos anos 40.Pessoal da Lumber diante do cinema.



Também o doutor Nereu Ramos recebia seus salários em dia, não produto do seu trabalho, porque ele não precisava trabalhar como os operários da Lumber (que eram obrigados a tarefas pedadíssimas, enfrentando sol, chuva, frio e calor). Existem hoje, dentre os servidores da Lumber, homens com 50 anos, mas que aparentam 70 anos; porque o trabalho árduo os liquidou (físico e mentalmente). No serviço das matas, o trabalho era interrupto, havendo somente um dia descanso por mês (o domingo do pagamento). Às 4 horas da manhã esses homens tomavam a máquina, que saía do acampamento, para dirigir-se ao serviço de extração de pinheiros, regressando somente às 9 ou 10 da noite.

   Lá no serviço, os trabalhadores se alimentavam de comida fria (feijão, arroz, carne e batatas) que eram cozidos no dia anterior.

Trabalhavam como incansavelmente, na esperança de juntar algum dinheiro, para viverem tranqüilos na velhice.

        Mas, eis que entra no destino deles, o Governo do senhor Getúlio Vargas. Que incorporou a Lumber em 1940 e todas as demais empresas da Brasil Raylway. Foi um moderno Átila e novo flagelo de Deus, que se apoderou daquela boa gente. Pois além de delapidarem todo o grande patrimônio, cujas empresas antes prestavam grandes serviços à Pátria (desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul), ainda deixaram na miséria, centenas e centenas de brasileiros (estes somente aqui no município e Canoinhas).



 Local: escritório da Lumber.

Foto: Coronel Francisco José Ludolf Gomes.

 Hoje: Escritório do Exército. Pouca coisa mudou e a construção é a mesma.



      Lá em Três Barras, velhos servidores só não morreram completamente a míngua, porque almas caridosas os socorreram e porque providencialmente, acha-se a frente da direção daquilo que foi a Companhia Lumber, um honesto e humanitário oficial do nosso Exército, Francisco José Ludolf Gomes. Fazem 12 meses que estão atrasados novamente os salários. E se não fosse o cuidado e atenção do atual Comandante do Campo de Instrução Marechal Hermes, e seus dignos imediatos, o povo estaria passando fome.

    Pelo menos, o armazém de fornecimentos mantém o mais necessário para a alimentação. Essas mercadorias são conseguidas graças ao grande esforço do Comandante, muitas vezes contrariando os próprios regulamentos da administração militar. A necessidade supera todos os regulamentos e todas as leis. O Instituo de Aposentadorias de Três Barras, situado no espaço da antiga Lumber, tem aposentado muitos servidores da serraria.

    Quanto ao doutor Nereu Ramos, o homem que galgou as mais altas posições políticas em nossa Pátria, que foi durante longos anos o advogado da Lumber e que depois transferiu sua função para um sobrinho e na sequência, para um dos seus filhos, nada fez para socorrer o pessoal da Lumber.

  

Foi Vice-Presidente da República por diversas ocasiões e também ocupou a Presidência do Brasil por determinado período, sempre pregando preservar a liberdade, a justiça e a felicidade do povo brasileiro. Tudo isso porém, só se aplicava à capital federal (Rio de Janeiro). Aqui em Santa Catarina, a situação era diferente. E quanto ao pessoal da Lumber? Nada!

A ascenção do doutor Nereu Ramos à Presidência de 11 de novembro de 1955 até 31 de janeiro de 1956, despertou nos trabalhadores da Lumber, muitas esperanças, visto que era um grande catarinense que lá estava. Era o antigo advogado da Lumber e que conhecia muito bem os problemas que a serraria estava enfrentando. Ele conhecia toda a história da Lumber dos americanos, dos Bihops e Weinmeister. Era o homem que havia participado de glamorosos banquetes, nos áureos tempos da empresa e que dela havia recebido muitos contos de réis...

     Era acima de tudo, um catarinense. Um companheiro antigo da Lumber, que nas eleições recebia a maioria dos votos daqueles humildes trabalhadores, que o consideravam um salvador da Pátria, um Messias! Porém, nada disso foi levado em conta.

Há pouco, nosso atual prefeito, o senhor Generoso Prohman, se dirigiu ao Rio de Janeiro para conversar com o Presidente da República, senhor Nereu Ramos. Levava o senhor Generoso, acima de qualquer pedido, a regularização dos salários dos trabalhadores da Lumber, que se encontravam em lastimável estado de sobrevivência. Mas qual nada! Além de ser mal recebido pelo Presidente, voltou o prefeito com as mãos vazias, triste, aborrecido e acabrunhado.Com apenas duas assinaturas, o doutor Nereu poderia ter resolvido o problema desses pobres funcionários. Mas não o fez.Enquanto isso, em Três Barras o drama continua... 

Nota: Militares que comandaram a Lumber de 1941 a 1952: CeI. Pedro Reginaldo Teixeira, CeI. Gerpe,  Cel. Manoel Ferreira de Souza (1947), CeI. Paim, Gal. Alfredo Menna Barreto .

Exército - CIMH: 1º Coronel - Nelson Cruz, 2º Coronel - Francisco José Ludolf Gomes, 3º Coronel - Ovídio Souto da Silva.

Os coronéis acima citados, fizeram parte da história aqui descrita, a partir dos recortes de artigos do jornal “Correio do Norte”.




 Trabalhadores da Madeireira Lumber.



                    Escreve-se o último capítulo da história da  ex-Lumber em nosso Município:




Estamos informados, de que a Chefia do Campo de Instrução Marechal Hermes acaba de receber o aviso de crédito da importância de cêrca de Cr$ 7.900.000,00 proveniente de crédito especial há mais de um ano aprovado, mas que vinha tendo sua tramitação pelas diversas secções  do Governo Federal. O crédito em referência é específico para pagamento de salários atrasados  dos antigos servidores da ex-Lumber. A importância anteriormente recebida, foi insuficiente para a completa liquidação, de modo a restar ainda saldo de 9 meses de 1955, que em face do crédito ora recebido serão definitivamente liquidados. E' sem favor uma notícia auspiciosa para todos os servidores da ex-Lumber e de modo geral para os canoinhenses, pois que assim se encerra o rosário de sofrimentos do povo de Três Barras, cujo drama compungiu quase o país inteiro.

Agora quando vemos tudo harmonizado, justo que externemos nosso reconhecimento ao Exmo. Snr. Presidente da República, Dr. Juscelino Kubitscheck, que tão acertadamente soube solucionar o caso da Lumber; ao DD. Ministro da Guerra, Gal. Lott, cuja interferência foi oportuna e decisiva, como ainda, merece nossa' homenagem o ilustre Comandante da 5a. R. M. Gal. Perdigão, que não medindo esforços permaneceu por muitos dias na Capital da República, ativando e apressando o ato Governamental. Há ainda a destacar o nome do ilustre Chefe do Campo de Instrução Tte. CeI. Francisco José Ludolf Gomes, que sem alarde e sem a preocupação de ouvir laudas ou hosanas, envidou todos os esforços possíveis para a consecução desse feliz evento. (06/07/57)


 Guindaste que tirava as toras da mata.




 

A LUMBER QUE EU VIVI

Por: Carlos Schramm – 11-06-1988



Os americanos ligados à Brazil Railway Company, construtores da maioria das Estradas de Ferro no Brasil, procuram garantir o necessário frete para essas ferrovias. Assim, a madeira que havia em abundância no Sul do Brasil, especialmente o pinheiro Araucária, o qual se destacava em grandes proporções sobre as demais espécies, foi, o fator que mais animou os acionistas para a construção: da grande Serraria, que passou a denominar-se SOUTHERN BRASIL LUMBER & COLONIZATION COMPANY.

Dessa forma, já em 1910, vieram os entendidos no assunto para adquirir em Três Barras o local para a construção da grande indústria. 0 proprietário dessas terras era o Sr. Bemvindo Pacheco dos Santos Lima, grande 'fazendeiro' residente em Três Barras e que vendeu aos americanos quase tudo aquilo que compõe hoje o município de Três Barras - território que na época pertencia ao Estado do Paraná e que passou para Santa Catarina após, o litigio causado pela demarcação das fronteiras (Leia-se,"Guerra do Contestado"). 



Hospital da Madeira (frente).



Isto posto, já em 1911-12, toda a maquinaria desembarcada no porto de Paranaguá pela ferrovia até Porto Amazonas, junto ao Rio Iguaçu por onde seguiu via fluvial até Três Barras, através do Rio Negro.

Na barranca do mesmo rio, foram montados grandes guinchos que facilitaram a descarga das pesadas ferragens. Construíram uma pequena ferrovia até o local destinado para a serraria.  Com a tecnologia aplicada pelos americanos e mesmo não havendo ainda os trilhos da Rede, não houve majores impecilhos.

Assim já em 1912 a grande indústria estava em fran­ca produção. E a estrada de ferro somente começou a funcionar em 1913 quando já' havia um bom estoque de madeira serrada aguardando transporte para o porto de São Francisco e norte do Brasil.  Assentada a indústria com 10' 'grandes caldeiras com 3.000 HP que forneciam forças para o engenho (Saw mill) como diziam, mais a grande oficina mecânica, sepilhadeira (Fábrica de Caixas e beneficiamento da madeira) fábrica de gelo, energia elétrica para o hospital, farmácia e casas para os empregados. 


 Fundos do Hospital da Lumber.


O armazém de fornecimento (subsistência) para todo o pessoal, com boa qualidade e preços calculados 4% .sobre a fatura, e pois a despesa de pessoal, imposto, etc., em debitado na conta "madeira".

Atendimento médico e hospitalar era gratuíto. O primeiro médico foi o Dr. Cerqueira Lima, logo em seguida foi admitido o, Dr. Osvaldo de Oliveira que ficou até o final das atividades. O primeiro Diretor foi Mister Smith cunhado dos Bishop's. Logo após assumiu Mister Shermann Bishop que ficou no cargo durante muitos anos.

Passou o tempo do extrativismo, deixando seu posto com bastante idade e regressando para os Estados Unidos, onde mais tarde faleceu. Foi substituido pelo irmão Ernesto Bishop que sabia ser enérgico, porém fora do serviço, era profundamente humano, não fazia distinção entre as pessoas, entre classes e a todos ajudava: aos necessitados, às entidades escolares e religiosas; a ele e sua memória somente devemos gratidão. 



Por isso, nos surpreende que as autoridades até hoje não lhe tenham dado à altura de sua personalidade humana, algo  que preservasse sua lembrança para sempre.

Logo em, seguida assumiu a Direção da Lumber o Engenheiro Henry' Weinmeister, que fora antes, Diretor da São Paulo - Rio Grande.

Em 1935 se encontrava doente e se submeteu a tratamento nos Estados Unidos. Seu substituto, foi o Sr. Jayme Bishop, que permaneceu por pouco tempo, pois já em 1940 a Brazil Railway Lumber foi incorporada ao  Patrimônio Nacional. 


Foto: Jaime Bishop.



Hospital da Madeira (anos mais tarde).A construção existiu até ao final dos anos 80.


Passado algum tempo houve nova mudança, pois a parte de Três Barras passou diretamente ao patrimônio do Exército Nacional sob a denominação de "Campo de Instrução Marechal Hermes".



Casa à esquerda: residência do senhor Otávio Tabalipa. À direita, o primeiro hospital.


 A primeira Igreja de Três Barras - Bairro Argentina.


Três Barras - 1968

 A atual Igreja Matriz "São João Batista" foi inaugurada em outubro de 1960.









 Locomotiva para os serviços internos da serraria.





O trabalho na serraria Lumber.




 O pinheiro araucária era uma das madeiras muito utilizadas pela serraria.

 No corpo da guarda, a empresa contava com a ajuda de valentes pistoleiros.


 O início de uma epopéia.


 As primeiras casas junto à serraria.

 Carlos Schrann - funcionário da empresa Lumber.

 Emílio Tinel - funcionário da Empresa Lumber.


     Os tresbarrenses mais antigos ainda gravaram os áureos tempos da empresa Lumber.E entre as muitas pessoas lembradas, está Emílio Tinel e sua “Banda Furiosa”.
Emílio Tinel (na Lumber), foi o primeiro brasileiro nomeado para o cargo de encarregado dos  acidentes de trabalho, substituindo Francis. 
                      
Foi contratado em 22 de maio de 1923, aos 23  anos, para a função de esteno-datilógrafo. 
     Recebeu diariamente de 6$000, era casado, residia  em Três Barras, mas havia migrado de São Paulo.

Certamente desempenhou a importante função de encarregado dos acidentes de trabalho pela sua estreita amizade com o diretor gerente da companhia, Ernesto Bishopp. Eram colegas inseparáveis ​​em caçadas, pescarias e, inclusive, em uma banda de música formada por trabalhadores da Madeira serrada, a  “Banda Furiosa”,  que no ano de 1925 contava com os dois amigos entre seus componentes.

Após as diligências do delegado, o patrão, Emílio Tinel, declarou em seu depoimento que: “quando aquele operário exerceu sua profissão de distribuidor de madeira preparada, aconteceu que, sentando-se na mesa em que giram as funções condutoras de
madeiras beneficiadas, “deixou-se prender” seu paletó em um desses roletes, indo a
vítima de encontro com este, causando-lhe a fratura que apresenta”.

Todas as testemunhas do caso, sem exceção, também declaram, da mesma forma que o patrão, que o operário “deixara-se prender” nos roletes, causando o acidente e os danos dele decorrentes.

Sobre o senhor Emílio Tinel, é curioso informar que há fotografia do mesmo, num quadro de formação do Grupo Escolar “General Osório”, no ano de 1949, como homenageado de honra.Também num livro de registros de visitas às exposições do Grupo Escolar, há registros de visita da senhora Etelvina Tinel (em 1945) e de Rosíris Tinel (1951). São lembranças raras de pessoas que aqui viveram e deixaram seu registro na história.












 Otávio Tabalipa - funcionário da Empresa Lumber.


 Funcionários da serraria posando para uma foto em 1920.


 Nem tudo eram flores no trabalho da serraria. Acidentes com os trens, sempre aconteciam.


 O trem foi um dos meios mais utilizados pela Empresa Lumber, para transporte de cargas e viagens.

 Olha a coragem desse madeireiro.




Quadro retratando a área da Empresa Lumber



História dos Hotéis:


Três Barras durante os anos de atividades da Empresa Lumber, conta com três hotéis em funcionamento: Hotel América, Hotel Wandrastch e Hotel Mirandel.

O “Hotel Mirandel”, localizado ao lado da Loja Uba, pertence ao francês Artur Latige Mirandel, que teria chegado a Três Barras em 1913.Segundo conta, seu Artur obteve a uma família de nobres franceses e possuía o título de Conde.Sua esposa era de origem russa e se chamava Anastácia Ivanov.O hoteleiro faleceu em 04 de maio de 1929.Sua esposau até 1953, quando veio a falecer em 04 de novembro, aos 84 anos de idade. Seus filhos eram: Miguel, Raul e Maria.

A respeito do “Hotel Wandrastch” que pertence a Fernando e Melanie, há muitas informações no livro “Casa Brasileira”.



Aqui trabalhei o "Hotel Wandrastch".


O "Hotel América", nos anos 60 passou a se chamar "Hotel e Bar Tupã", mantendo uma placa com o desenho de uma cabeça de índio.Durante longos anos teve como responsáveis ​​o casal Miguel e Rosa Chicoski.Foi passando por vários donos.No início dos anos 80, passou à família Guebert, que ali montou uma loja de materiais de construção.







Desfile de 7 de setembro (2000).

Igreja Matriz "São João Batista" - inaugurada em outubro de 1960.



A Companhia Lumber foi uma grande serraria norte-americana, que fez parte da história de Três Barras - SC.Instalou-se por volta de 1910 e trabalhou até fins de 1951.Um pouco dessa história está registrada no livro "Casa Brasileira", de autoria de Jorge de Souza, publicado em abril de 2007.


Marcenaria da Lumber

Cinema da Madeira

Ricardo de Oliveira, banqueiro e grande comerciante local.Mais conhecido como seu Dique.


Avenida Emiliano Uba - (Casa da esquina foi mais tarde o comércio de Abdo Ossaif).Hoje é uma mercearia de Migué Uba.Foto da década de 20.

Casa da família Uba, onde trabalhou a loja da dona Amene.Foto da década de 80.

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 " A Lumber em cores"












3 comentários:

Ariane Pacheco Bittencourt disse...

Adorei. Aprendi um pouco mais sobre nossa história. Parabéns.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Gostaria de comprar o.livro Casa Brasileira , como posso adequerilo,?