domingo, 23 de março de 2025

"Homenagens aos antigos professores".

 Logo que iniciou o ano letivo de 2025, a EEB "General Osório" através da sua página no facebook resolveu prestar homenagens a alguns antigos professores. Dois pontos essenciais foram levados em conta, para a seleção dos homenageados: ter sido funcionário efetivo da escola e ter ficado até a sua aposentadoria. Quem abriu as homenagens, foi a professora Maria de Fátima Uba, que lecionava Língua Portuguesa.

1ª Homenageda: Maria de Fátima Uba.



2º Homenageado: Paulo Ermes Telli.


Ele iniciou na escola a partir de 1972, lecionando matemática.


3ª - 4ª e 5ª Homenageadas:

Aglaé Pacheco Bueno (professora de matemática), Abigail Pacheco Bueno(professora de ciências) e Alda Olsen (professora de 1º ao 4º ano).



6ª Homenageda: Míriam Madalena Uba da Silveira.

Dona Míriam lecionava para as turmas de 1º ao 4º ano.


7º Homenageado: Bern Walter Grafe.

Natural da Alemanha, professor Bern lecionava Língua Portuguesa.


8ª Homenagem: Francisca Drachinski Duarte.


         A professora Francisca lecionava Educação Artística para as turmas do ginásio (5º ao 8º ano) e era professora dos Anos Iniciais (1º ao 4º ano). É irmã da saudosa professora Estacha Drachinski.


9ª Homenagem: Aubiramar Gomes de Souza.


Dona Bira iniciou trabalhando com as turmas dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano).
Depois, por longos anos foi somente professora de Educação Física. Nos últimos anos de trabalho retornou às turmas dos Anos Iniciais.


10ª Homenagem: Ana M. Ribeiro.

Dona Anita atuou em diversas disciplinas na Escola General Osório até se efetivar como professora dos Anos Iniciais (1º ao 4º ano). E nessa escola se aposentou.

11ª Homenagem: Ana Maria Correa.


Dona Ana foi professora dos Anos Iniciais (1º ao 4º ano). Juntamente com seus demais colegas aqui citados, ajudou a escrever um pouco da história deste Estabelecimento de Ensino, que é a escola mais antiga de Três Barras.



domingo, 29 de dezembro de 2024

"Nossa história em documentários"

 A história de Três Barras - SC já foi contada e recontada muitas vezes, em livros, artigos de jornais e também em documentários em vídeo. Uma história que chama a atenção em grande parte, devido a presença dos norte-americanos com sua gigantesca serraria "Lumber", no início do século passado.

   No popular Canal Youtube, há alguns documentários sobre a nossa Três Barras e que muitas vezes passam despercebidos pelo público.

Para quem desejar saber um pouco mais da história da Lumber e do município de Três Barras, vou indicar os seguintes documentários:

1º - "Três Barras, a sua história" (lançado em 2024): é um ótimo documentário que traz depoimentos do escritor Pedro Pacheco, do artista Augustinho e de outras pessoas da comunidade. Pedro Pacheco é também o autor do livro "A história de um nome". Uma produção bem completa, com belas imagens e que merece a atenção de todos.




2º "O aço e a madeira": ( 2015  ) é um documentário que mostra cenas gravadas dentro da área da antiga Lumber (hoje CIMH) e conta com o depoimento da senhora Estacha Ferreira, que na época estava com 90 anos. Tem um bom nível de pesquisa e informações e vale a pena assistir.




3º "Um pé de quê?" (2002). Produzido pelo Canal Futura e contando com a apresentação da atriz Regina Casé, o documentário sobre a árvore de nome imbuia, abordou a relação da Lumber com a madeira. A equipe do programa "Um pé de quê?" filmou na mesma época em Canoinhas, o documentário sobre a erva-mate.


Apresentadora Regina Casé.

4º "Lembranças da Lumber": (2012) era um trabalho escolar realizado por um grupo de alunos do Ensino Médio (EEB General Osório) e que contou com a colaboração de pessoas da comunidade. Numa linguagem mais simples, também procurou passar a sua mensagem na preservação da memória local.


5º "A lumber por elas": (2014) também era um trabalho escolar realizado por outros alunos a nível de Ensino Médio. Dessa vez os alunos se concentraram mais em depoimentos de algumas senhoras tresbarrenses: Abigail Bishop, Charlotte de Souza, Amene e Neca Uba. A peculiaridade dos depoimentos é muito rica, porque ficamos sabendo de detalhes que raramente estão nos livros que falam sobre a Lumber. É um trabalho bem interessante.


Professora Abigail Pacheco Bishop.





6º "A escola e a história": (2022) também realizado por alunos e professores, é um pequeno documentário que conta sobre fatos da história de Três Barras relacionados à Escola General Osório (a mais antiga da cidade). A escola que completou 85 anos de atividades neste ano de 2024, é um referencial para muitas pessoas que nela estudaram ou trabalharam.


Enfim, todos os documentários tem o seu valor. Sejam eles mais simples ou mais produzidos, o importante é o interesse na valorização da nossa história.

sábado, 27 de janeiro de 2024

"Os 63 anos de Três Barras".

 


Foi nos idos de 23 de janeiro de 1961, que Três Barras passou a município. Agora em 2024, está completando 63 anos da sua emancipação política.

     Era desejo do governador da época, Heriberto Hulse, nomear Cyríaco Felício de Souza como o primeiro prefeito de Três Barras. Pois o mesmo era líder do "Grupo dos 11" e muito havia batalhado para que o distrito se tornasse mais um município a compor o Estado de Santa Catarina.

    Porém, o grande líder se encontrava muito doente e por isso, quem assumiu o cargo foi seu genro Emiliano Uba e logo em seguida, seu filho José Felício de Souza (Juca). Anteriormente, a localidade teve muitas histórias que compreendem a chegada das famílias pioneiras (os Pachecos e os Cordeiros) em grande parte vindos da Lapa - PR, a instalação da grande Serraria Lumber, a ferrovia, etc.

    Tendo nascido em 1960, conheci uma Três Barras com dois mil habitantes, uma cidade encantada, onde todos se conheciam e frequentavam a mesma escola: o Grupo Escolar "General Osório". Nas tardes de domingo, a área do CIMH (antiga Lumber) era onde se concentrava toda a diversão da cidade (cinema, estádio de futebol, parque infantil e salão para domingueiras).Havia uma forte amizade entre os militares e a comunidade local.



   Gostava muito de passear pelos becos que cortavam o centro da cidade. Eram caminhos longos, cujos fundos das casas davam para os becos. Nos meses de verão, todas as casas tinham em seus quintais, infinito milharal e junto do mesmo, rastejantes, melancias e abóboras. Para mim tinha um certo encanto ir passeando pelos becos ladeados de milharais. Também haviam galinheiros com frangos, patos, gansos e marrecos. Coisas que não existem mais.



   Os Clubes Operário e Entre Rios proporcionaram muitos bailes, danças de carnaval, e outros eventos mais. Era uma época saudável e muito familiar.

   No antigo Hotel América, nos anos 60 já chamado de Hotel e Bar Tupã, havia uma sorveteria. Que delícia sentar ali para tomar um sorvete e já ficar sabendo qual seria o cartaz do filme de domingo. Pois os cartazes do cinema eram pregados num grande quadro de madeira, que ficava exposto diante do hotel. 

Cinema do CIMH

    Veio o progresso, trouxe fábricas e muitos empregos. Puseram no chão o pavilhão do futebol, os clubes recreativos, o cinema também desabou por falta de cuidados e hoje somos uma cidade muito carente na parte de entretenimento.



    Haveria tantas coisas mais para contar, mas vou ficando por aqui, deixando um pouco para uma nova ocasião. (José Fco. de Souza)

sábado, 19 de agosto de 2023

 Os 70 anos do Campo de Instrução "Marechal Hermes".


Parece que foi ontem, mas já fazem 70 anos que o Campo de Instrução "Marechal Hermes" se instalou em Três Barras. Foi em 1953, que na área da antiga serraria Lumber, passou a funcionar o CIMH. Diferente de outras cidades onde existem as vilas militares, em Três Barras, nessa área residiam muitos moradores (ex-funcionários da Lumber). Haviam também o cinema, o estádio de futebol, o armazém e outras coisas mais, de utilidade pública para todos os moradores da vila tresbarrense.
    O Exército por sua vez, procurou conviver da melhor maneira possível, autorizando que os particulares continuassem residindo na área e que prosseguissem frequentando o cinema, o campo de futebol, o armazém, o parque infantil, etc. Nos finais de semana, todo o lazer da população estava na área militar.

Escritório do CIMH


Portão de entrada do CIMH - (foto de 1965)


     E assim foi até o final do ano 2000, quando os últimos moradores particulares deixaram a área, que a partir de então se tornou exclusivamente militar. Já não existem mais o cinema, o hospital, o armazém  e nem as casas dos funcionários (que eram bem antigas). Do estádio de futebol ainda resta o campo, sem pavilhão.





Cinema que funcionou até 1980.

Casa do coronel militar


Sargentos, Tenentes ou Majores (geralmente residiam nessa casa).

Outra residência de Oficiais Militares

       No decorrer dos anos 60, as formaturas do Grupo Escolar "General Osório" aconteceram no cinema. Era um espaço cultural muito bem cuidado e requisitado. De 1964 até seus últimos dias de funcionamento nos anos 70, o cinema ficou aos cuidados da família do senhor Atanázio Brás.

AS FORMATURAS NO CINEMA - ANOS 60:

1966



1967


1963

1968
           Ao longo desses 70 anos, muitas histórias aconteceram entre a comunidade tresbarrense e o Campo de Instrução. As pessoas que residiram na área militar, que trabalharam para as famílias de militares ou que serviram o Exército nesse quartel, ainda hoje mantém viva as lembranças daqueles momentos...

DA MEMÓRIA TRESBARRENSE...


Do alto dos seus 84 anos, dona Guenha (Genoveva) ainda recorda que aos 12 anos entrou para trabalhar como pajem de duas crianças, na casa do coronel Francisco José Ludolf Gomes. De pajem, passou à cozinheira, aprendendo tudo através de livros de receitas. Saiu de lá, para ir trabalhar no Hotel América.


Desfile de 7 de setembro (1960) passando diante do Armazém do CIMH.

Eliseu Munhoz foi soldado entre os anos de 1965-1966, ocupando a função de motorista. Travou uma grande amizade com o coronel Ovídio Souto da Silva. E por ser tão fiel ao coronel, acabou sendo preso pelo tenente. Lembra Eliseu em boas gargalhadas. Era o tempo dos Beatles e da Jovem Guarda, continua Eliseu. E eu comprei uma lambreta vermelha, que fez muito sucesso.

O saudoso Vádio Olcha, que chegou a trabalhar na "Bombinha" (junto ao riozinho) contava que no verão, costumava matar uma cobra por dia. A pequena casa das bombas era muito próxima do mato e da água.Então, cobra era mato. Mas para mim, dizia ele: era o mesmo que matar um pernilongo.

A maioria dos moradores da área denominada "Acampamento" , tinham sempre uma história assombrada para contar.Quando todos iam dormir, começavam os barulhos no teto da casa.
Com certeza, as casas também eram pousadas das raposas...

Os antigos barracões deixados pela Lumber  e que ficaram em pé durante vários anos, serviram de inspiração para muitas histórias de assombrações. Todo mundo sempre teve alguma história mal contada com relação aos barracões.

              E assim transcorreram os 70 anos. Parabéns CIMH.


Desfile de 7 de setembro de 1960.



quinta-feira, 27 de outubro de 2022

"SEMANA DO CONTESTADO"

 A Semana do Contestado em Três Barras - SC foi muito bem comemorada, com atividades excelentes junto ao Museu Municipal. Arte, cultura e história entrelaçadas para contar às gerações de hoje, um pouco daquilo que foi o conflito do Contestado.

       Desde a abertura na tarde de 24 de outubro, a qual contou com a presença de mestres ilustres, profundos conhecedores da história do Contestado, que através de uma mesa redonda, passaram ao público presente um riquíssimo conhecimento a respeito da Região Contestada entre os estados do Paraná e de Santa Catarina, nos idos de 1912 a 1916.

A participação das escolas tresbarrenses foi sem dúvida, exemplar. Tudo muito caprichado, bem ensaiado, com muita riqueza de detalhes. Enfim, a organização do evento em geral foi muito boa.

Também entre os standers de exposições notei a participação do CIMH expondo parte da história da Companhia Lumber e do cinema que existia naquela área. São atividades caprichadas como essas, que enriquecem a nossa cultura.

Momentos das apresentações culturais.


Atividades teatrais relembrando o conflito do Contestado.

ABERTURA COM AS BANDEIRAS




Dia 24 - Abertura do Evento do Contestado.



No domingo, dia 23 aconteceu na Av. Santa Catarina a 1ª Vila Criativa.





Conto aqui que tanto eu, quanto minha prima Edite (Secretária Municipal da Educação) temos uma certa ligação com o espaço do Museu Municipal (antiga Estação Ferroviária) visto que nossos pais eram irmãos e ambos trabalharam durante muitos anos na Estação, que foi casa de morada do tio Ione e depois do meu pai, Jorge.
       Também lembro  que durante a "mesa redonda" (composta por vários escritores e autoridades no assunto) foi citada a revista "Os Pioneiros", publicada entre os anos de 1985 - 1986, de autoria da senhora Aglaé Pacheco Bueno. Muito gratificante essa citação.