domingo, 7 de abril de 2019

"80 anos da Escola"

Neste ano de 2019, a mais antiga escola de Três Barras, a Escola de Educação Básica "General Osório" está completando 80 anos de atividades dedicadas à educação.Inaugurada em 16 de março de 1939, como Grupo Escolar, teve como seu primeiro diretor o senhor Júlio Cantizano.Antes da construção do Grupo, havia no mesmo local a pequena Escola Isolada "João Pessoa".Também haviam duas escolas nas línguas polonesa e ucraniana.Na cidade existia uma grande serraria norte-americana, a Lumber.
Grupo Escolar "General Osório"

Devido ao grande número de crianças em idade escolar (filhos dos funcionários da Lumber) fez-se necessário a construção de uma nova escola, que oferecesse estudo para todos.
     Na Presidência do Brasil se encontrava Getúlio Vargas, pessoa muito nacionalista, que gostava de homenagear os heróis da Pátria, colocando seus nomes em escolas, aeroportos, hospitais, etc.Sendo assim, nossa escola ganhou o nome de General Osório, pessoa de destaque no reinado de D. Pedro IIº, durante a Guerra do Paraguai.

General Osório (Patrono da Escola)

Durante várias décadas, a escola foi a única em Três Barras.Mais tarde surgiram a Escola Municipal "Guita Federmann" e depois o Colégio Estadual "Colombo Machado Salles".Podemos dizer que hoje, a Escola "General Osório" é a vovó das escolas do nosso município e por isso merece todo nosso carinho e respeito.
       O dia do Patrono é comemorado em 24 de maio, data em que General Osório saiu-se vitorioso na Batalha de Tuiuti.

"80 anos" (1939 - 2019)

Parabéns Escola, parabéns Mestres que nos dedicaram seu precioso tempo a nos ensinar a ciência do saber.

Durante as comemorações dos 80 anos da escola, várias ex-professoras se fizeram presentes na Unidade Escolar, para contar aos alunos um pouco sobre como era a escola em épocas passadas e também para matar as saudades de quando ali trabalharam.
Professoras Aglaé, Abigail e Alda nos 80 anos da Escola.

Professora Alda Olsen.



Professoras Isailda, Irina e aluna Bruna.

Dona Bega recebendo uma lembrança da aluna Letícia.

Dona Aglaé e a aluna Isadora.

Professora Fátima Uba.

Ex-diretora Izarina, prof. José e professora Elizabete. 


 Ex-alunos: Giovane, Elisabete e Izarina Guebert.



Professora Fátima e seu sobrinho Félix. 


Ex-alunos: Carlos Eduardo e Luciane Fiolek. 

Duas ex-diretoras: Denise e Rosélis de Souza. 


 Ex-alunos: os irmãos Denise e José.


Prof. José e ex-aluna Cirléia.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

"Entardecer em Três Barras"

Um lindo entardecer de verão na nossa Três Barras.
Uma terra de muitas histórias...
Primeiro foram os tropeiros, depois os norte-americanos e com eles os imigrantes europeus, que foram colonizando e povoando as terras paranaenses.
Mais tarde então território de Santa Catarina, Três Barras era apenas um lugarejo, um povoado elevado a Distrito de Canoinhas.
 Somente em 23 de janeiro de 1961, após muitos anos de luta foi que a cidade passou a município.Mesmo assim, havia uma grande parcela que não se importava muito com essa questão e preferia continuar na condição de Distrito.
   Nesses 58 anos de município, pouco se escreveu sobre Três Barras.
Duas pequenas contribuições nos foram oferecidas através dos seguintes livros:
"Casa Brasileira", de Jorge de Souza (2007 e 2013) onde o autor além de relatar a vida em família, nos conta um pouco sobre a vida da vila tresbarrense durante o funcionamento da serraria Lumber.



     Já o livro "Contos e Crônicas de Três Barras", de José Francisco de Souza (2017) é um misto de ficção e realidade, com relatos de moradores tresbarrenses a respeito de como era a vida no decorrer dos anos 60 no CIMH.
Dois livros que merecem a atenção de todos aqueles que desejam saber um pouco mais sobre a nossa Três Barras.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

"Rigesa, um futuro promissor".

      Quando a empresa Lumber foi realmente extinta e o Exército passou a fazer uso de todas as instalações, isso lá em 1952, Três Barras que ainda era distrito de Canoinhas, estava meio perdida, sem destino e com um futuro incerto.Em 1956 surgiu um novo investimento norte-americano: a Rigesa.Montou logo de chegada um Departamento Florestal, oferecendo vários empregos e comprando terras para plantios do pínus, os quais eram chamados de pinheirinho americano.
        Em 1970 deu-se início à construção da fábrica de papel, oferecendo muitos empregos para a população local.Também vieram muitas famílias de outras regiões do Estado.Para as famílias tresbarrenses da época, a Rigesa representava a esperança num futuro promissor.Foi em março de 1974 que a primeira carga de bobinas de papel fabricada pela Rigesa em Três Barras, passou desfilando diante da prefeitura ,na principal rua da cidade.

Na rua da prefeitura, o desfile dos caminhões com as primeiras bobinas de papel. 


Os primeiros no alto do caminhão: José Felício de Souza (Juca) prefeito na época e seu vice Amilton Pazda. (março de 1974).

 Breve histórico da Rigesa em Três Barras - SC.

Placa sempre presente no Departamento Florestal.

domingo, 24 de setembro de 2017

"Contos e crônicas de Três Barras"



Três Barras já conta com mais um autor na literatura.
José Francisco de Souza, pedagogo e muito interessado na história local, acaba de escrever um livro na linha infanto-juvenil: "Contos e Crônicas de Três Barras".Tendo participado do concurso literário "Cem Cópias, sem custo" no Estado de Santa Catarina, foi classificado com mais seis autores, a receberem o prêmio no último dia 10 de julho, em Florianópolis.

O autor com seus familiares durante a premiação em Florianópolis.

O livro é um resgate de vários contos locais, que foram contados por pessoas da família, quando o autor era criança.Entre tantos, vale destacar: "A lenda da noiva", "No caminho dos bugres" e "A panela de dinheiro".Envolvendo o real e com o imaginário, o autor conseguiu manter a ação sempre relacionada à história de Três Barras.O Campo Militar, o cinema, a Lumber, a escola, as costureiras e tantos outros temas foram transformados em contos, tornando o livro agradável e divertido.O lançamento do mesmo está previsto para setembro próximo.Mas as pessoas de fora de Três Barras poderão pedir através do e-mail: zezinho0484@gmail.com

Aconteceu na noite de 20 de setembro passado, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, o lançamento do livro "Contos e crônicas de Três Barras", de autoria de José Francisco de Souza.O autor recebeu amigos, parentes e convidados, para contar um pouco sobre sua trajetória no mundo da literatura, apresentar alguns vídeos sobre os anos 60  no CIMH e autografar o seu livro.Envolvendo a ficção com um pouco de realidade, os contos e as crônicas são um resgate da memória tresbarrense e de um passado que já não existe mais.Também há vários depoimentos reais sobre o que representou o CIMH na década de 60, para os tresbarrenses.
O autor e seus convidados numa noite de pura nostalgia. 


Capa do livro.
No caminho dos bugres, A lenda da noiva, A panela de dinheiro, As duas moças, Uma história de amor, Os dois aventureiros, A aliança da vovó, A cigana misteriosa, JK esteve aqui, Ao apito do trem, são alguns dos contos e algumas crônicas que fazem parte do livro.

Escritores e convidados prestigiaram o lançamento do livro. 

Três Barras já conta com nove autores com livros publicados, nas mais diferentes áreas e gêneros literários.José Francisco de Souza, pedagogo, colaborador da imprensa local, é o mais novo autor da cidade.Seu pai  (Jorge de Souza) também escreve e lançou em 2007 o livro "Casa Brasileira".Sempre que surge um novo autor, quem ganha é a cidade, que enriquece a sua cultura.


Na foto abaixo à esquerda, o autor e a escritora Matilde Olsen.


sexta-feira, 10 de março de 2017

"Os 100 anos da Estação Ferroviária".

A Estação Ferroviária de Três Barras, inaugurada em 1916, surgiu por necessidade da Empresa Lumber dar escoamento à sua produção aos portos de São Francisco do Sul e Paranaguá.Porém, ela não serviu apenas aos interesses da Lumber.Passou a ser utilizada por todos os moradores da cidade, que só viajavam com o trem.Por sua vez, o trem foi durante décadas, o principal meio de transporte dos tresbarrenses.Muitos recém-casados costumavam marcar a cerimônia conforme os horários dos trens.Pois, para sair em lua-de-mel, tinham que pegar o trem.




            Muitos casamentos aconteciam pela manhã, para que os noivos pudessem 
           pegar  o trem das onze horas e partirem em lua-de-mel.



            As locomotivas norte-americanas, utilizadas nos serviços da grande serraria.




 Nossa Estação foi testemunha de muitas histórias e prosseguiu com suas atividades até o início dos anos 90.Depois foi desativada e transformada em Museu Municipal a partir de 1997. No museu está preservada boa parte da história local, através de fotografias, objetos e documentos.Uma máquina maria-fumaça antiga, que pertenceu à Lumber, está em exposição ao lado do museu.Em 2016 a Estação comemorou seu centenário e havia promessa de que aconteceria um evento alusivo à data.Porém, nada foi realizado.Uma pena, visto que temos tão poucas atividades culturais.


 O livro "Casa Brasileira" , de autoria de Jorge de Souza, ex-agente ferroviário, que trabalhou nessa Estação, fala muito sobre a importância da mesma nas décadas de 40, 50 e 60.




Museu Municipal

Se você quiser adquirir o livro "Casa Brasileira", basta enviar uma mensagem para o e-mail:zezinho0484@gmail.com
 






quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Você conhece nossos autores?

Três Barras já conta com vários autores na literatura.
Seja na ficção, história, poesia ou memórias, a cidade cresce culturalmente cada vez que uma nova obra é publicada.Mas, se você acha difícil publicar um livro, saiba que mais difícil é vender. Por parte do município não há apoio.Tentativas esparsas de professores de literatura numa ou outra escola, costumam levar os autores até as salas de aula, para que se tornem conhecidos.Fora isso, o município por sua vez pouco faz ou nada faz em favor desses autores.Destaco aqui:




* Jorge de Souza, com o livro de memórias "Casa Brasileira", onde nos conta sobre como era a Três Barras de ontem e a convivência com a maior serraria da América do Sul, a empresa Lumber.Um livro que merece ser lido por todos que desejam conhecer um pouco mais da história tresbarrense, com detalhes que só o próprio autor conviveu.



* Giseli Corrêa, surgiu na literatura tresbarrense com uma obra de ficção na área do infanto-juvenil.Um livro muito apreciado pelos estudantes, "Descobrindo Ariete",  encantou muita gente. .



* Francisco Vitoski, um autor de muito talento, cujas obras "Flor de lis" e "Legião dos inconformados", despertou a atenção dos leitores.


* Matilde Olsen, creio que foi a primeira autora a publicar um livro em Três Barras, lançando em 2003 "Sementes de Girassol". Mais tarde, publicou um menor, mas de interesse no que se refere ao tema "Contestado" de 2012, seu livro "A cultura que permanece no contestado e trabalho".



* Andréas Carlos Costenaro, um jovem autor que entrou para o meio literário com um livro de poesias. "Uma observação " , lançado em 2012, foi apreciado por muitos leitores.Reunindo 5 poemas, o autor expressa seus sentimentos abordando temas diversos.


Soeli Regina Lima,  professora de história, autora que já havia publicado algumas obras de conteúdos históricos.Em Três Barras publicou por o livro "A trajetória do poder legislativo tresbarrense' e "Contestado em sala de aula", em conjunto com Marli Antunes, no ano de 2010.Em União da Vitória - PR, publicou "Memórias que cantam e encantam: Coral Universitário Fafi", em 2011.


"Contos e crônicas de Três Barras" (2017) de autoria de José Francisco de Souza, reúne vários causos e lendas que eram contadas pelos moradores mais antigos da cidade .Entre o real e o imaginário, há algumas passagens históricas bem interessantes.


Esses são alguns dos autores tresbarrenses, cujas obras  merecem ser mais apreciadas e mais conhecidas do público local. Há uma grande propaganda por parte da imprensa com relação a investimentos na Cultura, mas que na verdade não passa de fachada.Só mesmo o autor é que sabe quais são os custos para editar um livro e as dificuldades para retirar aquilo que investiu.O resto é tudo papo furado, conversa fiada e demagogia.Ninguém financia ninguém.Quer escrever um livro?