quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Lumber e Campo Militar"

Três Barras no passado, tinha na grande empresa dos americanos, a Lumber, a sua maior fonte de trabalho e riqueza.Em 1940 a Lumber passou ao governo brasileiro que continuou em atividades até fins de 1951.Em setembro de 1952, todo o patrimônio deixado pela Lumber passou ao Exército Nacional, que criou em Três Barras o campo de manobras: Campo de Instrução "Marechal Hermes".
   Nessa área residiam mais ou menos umas trezentas famílias (antigos funcionários da Lumber) e outros tresbarrenses que não tinham onde morar.Também na área do Campo Militar (uma área reservada) ficavam todos os meios de entretenimento local: cinema, campo de futebol, parque infantil, salão de baile (Cassino dos Oficiais).
   Os militares que residiram em Três Barras, desde a década de 50 até início do ano 2000, sempre tiveram boa amizade com os tresbarrenses, permitindo que todos desfrutassem daquele espaço, sem o menor problema.Foi uma época que deixou saudades.


 Baile no Cassino dos Oficiais - 1960.
 Estádio de futebol - 1960
Baile no Cassino dos Oficiais - 1960 


O time do Três Barras - 1960

Jovens tresbarrenses no campo de futebol - 1960

Com o passar dos anos, os espaços recreativos do Campo Militar (cinema, estádio de futebol e os bailes) deixaram de existir.E isso causou um grande vazio na vida da comunidade.Nos anos 80 foi construído um Ginásio de Esportes e mais tarde, outro Ginásio ainda maior, com a finalidade de proporcionar entretenimento.
Porém, a extinção dos clubes "Entre Rios" e "Sociedade União Operária", deixaram um vazio maior ainda.




O descaso com a comunidade é tão grande, que o prédio da Sociedade União Operária está caindo aos pedaços e as autoridades continuam de braços cruzados.Que espécie de cultura é essa?
Ontem a cidade era bem menor, mas o povo era mais unido e tinha mais honra.Hoje, as pessoas se escondem com medo de defender "uma causa de bem comum".
Há quem ache os tresbarrenses muito saudosistas, lembrando de coisas boas no passado.Mas o que podemos dizer do nosso presente?

Nenhum comentário: