quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"O Natal em Três Barras"

                                                               
Mais uma vez é Natal...e a pracinha no centro da nossa Três Barras, ficou mais bonita com a instalação da Casa do Papai Noel.A praça passou a acolher as famílias, as crianças e muitas visitas vindas de outros lugares.O colorido das luzes e as apresentações nas noites de sábado tornam tudo ainda mais encantador.Numa dessas noites fui visitar a casinha do Papai Noel e sentei por algum tempo assistindo a Banda que se apresentava.Deixei-me levar pelas lembranças dos Natais passados quando morei numa pequena casa, naquele mesmo local.Alguém acreditaria, que ali na pracinha existiam anteriormente três pequenas casas, mais um escritório da Rede Ferroviária?Parece mentira, mas é a mais pura verdade.

Casa do Papai Noel

 A nostalgia dos cartões de Natal.

Cartões de Natal, uma tradição para expressar votos de amizade. 


 Numa dessas casas, morei por longos cinco anos e ali festejamos muitas noites de Natal.Haviam muitas crianças na casas vizinhas e no dia do Natal, brincávamos alegres, cada qual querendo mostrar o seu presente.Na semana que antecedia ao Natal, as vizinhas se dedicavam a fazer bolachas, cerveja feita em casa, conservas de pepino e muitas coisas mais.Enfeitar pinheirinho, era algo muito especial.As bolinhas ainda eram de vidro e quebravam facilmente.Por isso, nossas  mães não queriam  muita criança por perto.Uma ou outra era escolhida para ajudar a enfeitar a árvore de Natal.


Papai Noel, sempre esperado pela criançada.


Parentes chegavam de longe, quase em todas as famílias.Vinham para passar o Natal e o Ano Novo e às vezes ficavam até a metade de janeiro.A gurizada sempre ficava assanhada, quando vinham garotas diferentes e aí começavam os recadinhos e os bilhetes de namoro.
As meninas vindas de fora, sempre encantavam a gurizada.

Muitos pinheirinhos eram enfeitados com castiçais e velas coloridas.As famílias acendiam as velas e todos juntos cantavam Noite Feliz.



A magia do pinheirinho de Natal


Era Natal, época de férias longas (dezembro, janeiro e fevereiro), as pereiras, macieiras e pessegueiros carregados de frutas em todos os quintais, milho verde formava roças e lavouras.Geralmente os familiares se reuniam para almoçar na casa da avó ou de um parente (tio ou tia).Nos armazéns da cidade, nessa época, além de brinquedos sempre haviam estojos de chocolate, com bonitas paisagens estampadas na tampa.O tempo passa, surgem coisas novas e a magia dos natais passados revivem vez ou outra em nossas lembranças.


Para todos que visitaram o meu Blog, meus desejos de um Feliz Natal e um Ano Novo com muitas realizações.




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Um pequeno paraíso"

Quem teve a oportunidade de algum dia residir na área militar em Três Barras, há de concordar comigo, a respeito da paz e da tranquilidade sempre presente naquele pequeno paraíso.Na década de 60, residi durante uns cinco anos, com minha família numa casa do CIMH.Haviam quase trezentas casas, que na maioria abrigavam famílias particulares.Eram ex-trabalhadores da Lumber, funcionários do Exército, e outros.Uma pequena parte era ocupada por famílias de militares.


Os caminhos dos eucaliptos...

Baixa dos soldados - dezembro 1964.

Soldados diante da oficina. - 1964.

Soldado do CIMH - 1965.
Soldados Jorge e Eliseu no CIMH - 1965.




Soldado Eliseu - 1965.

Entrada do CIMH







.Aquela área era reservada e praticamente sem trânsito de caminhões ou automóveis.Havia lá a segurança dos soldados sempre de guarda nas várias guaritas espalhadas ao longo do campo.O campo abrigava todo o lazer da comunidade:o Estádio de Futebol, o Cinema, o Cassino (salão de bailes e danças) e um Parque Infantil para a criançada.Em quase todas as casas predominavam as árvores de frutas: pêras, maçãs, pêssegos, ameixas, laranjas  e mimosas.Também o forno à lenha estava presente em todos os lares.E nas tardes de sábado, o pão quentinho saído do forno, tinha um aroma todo especial, que até hoje eu não esqueço.


O cinema proporcionou alegria para muita gente.

Extensas áreas de gramado, caminhos ladeados de eucaliptos que permitiam a passagem de qualquer pessoa que saísse da vila e desejasse ir ao bairro Vila Nova ou às áreas rurais:Tigre e Gavião.Havia acima de tudo, uma bonita amizade entre o pessoal do Exército e a comunidade tresbarrense.
Casa da Cultura (1983-2000)


Assim foi durante 48 anos.Qualquer tresbarrense podia entrar e sair da área militar, sem problema algum.Também próximo ao parquinho, havia um grande armazém, onde fazíamos nossas compras.No cassino, próximo ao Natal, aconteciam festividades com a chegada do Papai Noel.Mais tarde, entre os anos de 1997-2000 tive a oportunidade de trabalhar na Casa da Cultura (que ficava no antigo alojamento dos soldados).Era um empréstimo do campo à prefeitura, desde 1983.Nesse período, 99% das casas já não existiam mais.Haviam poucas famílias residindo por lá.Apesar desse vazio, a tranquilidade do campo ainda tinha seus encantos e as pessoas cruzavam por ali, indo e vindo ,sem problemas.
O cinema nos anos 60 e 70.

O pessoal da Casa da Cultura contou  com a amizade do coronel Calixto, que abriu as portas da sua residência para que todos pudessem conhecer "a casa do coronel".Costumava convidar os funcionários da Casa da Cultura para visitarem o escritório ou para almoçarem juntos no cassino.Foram meus últimos momentos alegres naquele espaço.Pois, com a partida desse amigo, as coisas se modificaram muito.
Os festivais desportivos tiveram seus grandes momentos no Estádio do Três Barras Esporte Clube.

Barreiras foram sendo colocadas nas ruas, fechando caminhos e distanciando cada vez mais o tresbarrense.Ali houve uma história bonita, é uma área linda, que deveria ser transformada num grande parque de lazer, abrigando: estádio de futebol, cinema, teatro, ginásio de esportes, museu e muitas pistas para caminhada.Um parque ecológico e cultural, com finalidades turísticas e de lazer.Enfim, quem viveu nesse espaço, com certeza tem muita história para contar.

Desfile de 7 de setembro passando próximo ao armazém.

segunda-feira, 17 de março de 2014

"A Três Barras de ontem e de hoje".

Dias atrás, assistindo a um antigo filme produzido pelos Estúdios Disney em 1966, me senti como se estivesse vivendo na antiga Três Barras dos anos 60. O filme "Nunca é tarde para amar", tem sua história centrada num Grupo de Escoteiros, numa pequena cidade norte-americana.A história começa lá nos anos 30 e chega até os anos 60.O filme retrata bem o que eram as cidades interioranas, naquela época.Em Três Barras também houveram Grupos de Escoteiros: "Tiradentes", comandado por Jucy Varella e mais tarde, outro grupo sob os cuidados de Víctor João Braz (Pinene).Tudo o que o filme nos mostra, aconteceu igual, aqui na nossa cidade.O elenco é formado por Fred MacMurray e Vera Miles, tendo a preciosa participação de Kurt Russel, ainda garoto.É um filme muito bonito, o qual todos os escoteiros deveriam assistir.Enfim, é o filme dos escoteiros.


 Filme: "Nunca é tarde para amar" (1966).
 O chefe escoteiro.



Kurt Russel, o garoto rebelde. 

Kurt Russel e seu cão mascote.
A vida mostrada nesse filme, era bem parecida com o que vivemos e presenciamos na nossa pacata Três Barras dos anos 60 e 70.Tempinho bom, dos amigos, da simplicidade e de uma época em que tínhamos pouco, mas o que tínhamos era de grande valor.