segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Recantos de Três Barras

Aqui você poderá admirar algumas fotos tiradas em Três Barras: casas antigas deixadas pela Lumber, Estação Ferroviária,  residências antigas e outras paisagens.


O colorido das flores é a beleza da nossa terra.



Museu Municipal


Pôr-do-sol em Três Barras


Cacto no CIMH

Casas na área do CIMH
 



Casa da Cultura (1986-2000) - CIMH


Neste mesmo local ficava o Escritório da Lumber.
Atualmente é o Escritório do CIMH.


Igreja Matriz "São João Batista".

Se você gostou desse álbum, deixe aqui um comentário.É sempre bom ouvir a opinião dos visitantes. (tioze.artes@bol.com.br)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O cinema em Três Barras.

"Era uma vez um cinema..."
Relembrando os bons tempos em que eu frequentei o Cine Militar, nos anos 60 e 70, montei um vídeo em homenagem aos artistas que nos proporcionaram muita alegria e diversão.Qual menino não saiu do cinema querendo ser Tarzan?Quem não se deliciou com as comédias de Chaplin e de o Gordo e o magro?Veja o vídeo no youtube: "A magia das matinês" e recorde comigo.
"O cinema em Três Barras"



Saída de uma sessão de matinê no domingo à tarde - anos 40.

Cinema da Lumber


O cinema dos anos 40.


   Os anos se passaram e muitos documentos e livros de registros da “Lumber” foram desaparecendo com o tempo.Sobre o cinema, sabemos apenas que logo no início das suas atividades, a “Lumber” possuía um cinema na Vila Argentina, que servia de entretenimento aos seus funcionários.

   Mais tarde, esse mesmo cinema teria sido mudado para a sede da empresa, atual CIMH.O projetor usado no cinema, era a base de “carvão” e produzia uma imagem excelente.Os tresbarrenses mais antigos nos contam que enquanto uma lâmpada produzia mil wates de potência, o carvão gerava três mil wates.
Em setembro de 1952, com a posse do Exército sobre a área da “Lumber”, o cinema se tornou conhecido como: “Cine Militar”.
O cinema fez parte da história de Três Barras e teve seus momentos de glória e magia através de várias gerações.Era o ponto máximo da cultura tresbarrense.Suas últimas sessões aconteceram no início de 1980.
Entre as pessoas que trabalharam no Cinema da Lumber (projecionista, bilheteiro, lanterninha, porteiro, etc.) são lembrados com saudades:
- Vitorino Ferreira, Feres Mansur, Mínero Bitencourt, Antônio Toporoski, Orlando Pecharca, Basílio Bídus, Jeremias Massaneiro, Friederich Brauhardt, Atanázio Braz e seus filhos Víctor João Braz, Déde e Nivaldo Braz, Sebastião Garcia e Antônio.

O descaso com a cultura tresbarrense, deixou em ruínas um espaço que até hoje poderia estar sendo útil para apresentações teatrais, palestras e demais atividades culturais.


É lamentável que as pessoas sejam tão egoístas e acomodadas, chegando ao ponto de deixarem que a nossa história seja esquecida ou levada para fora.
Um povo que não tem memória, jamais terá uma história para contar.
 Do início dos anos 90 até 2014 o cinema ficou assim, em ruínas.Acabou desabando durante um temporal.

 
O cinema se encontrava em lamentável estado de abandono.

 O cinema em atividade durante os anos 60.

O Exército mantinha tudo bem zelado.O espaço do cinema recebia pintura e manutenção todos os anos.


"Bailes e Formaturas"
                               

O espaço do cinema também foi muito utilizado para bailes e solenidades de formaturas da Escola "General Osório".Consta que a última dessas formaturas teria acontecido em dezembro de 1968.

Baile de formatura realizado no Cinema.

Formatura no Cinema (dezembro/1966).

Aluno Edson Corrêa acompanhado da professora Abigail.O senhor ao lado direito, é Hormindo de Lima (1º zelador da escola).



Alunos: Edson Corrêa e João de Lima.
Nivaldo Braz recebendo o diploma das mãos do seu pai Atanázio.


Dionete Dias recebendo seu diploma das mãos da diretora Guita Federmann , (dezembro de 1963).



Projetor de cinema.



 Na Vila Argentina, nos idos de 1915, já funcionavam dois cinemas:

O cinema brasileiro (Cine Variedades) e o cinema da Lumber (Cine Monroe).
Nas décadas de 30 e 40, outro cinema funcionou junto ao Clube Recreativo Tresbarrense (centro).
O cinema do qual os tresbarrenses mais sentem saudades, foi o cinema da Lumber,
(depois mantido pelo Exército, com sessões abertas ao público em geral).
No início de 1980, em todo o Brasil, muitos cinemas fecharam suas portas e com eles,
também o Cine Militar.
Os tresbarrenses que tinham como ponto de encontro e bate papo, o “Cinema da Lumber”, ainda nos contam que:



• O cinema era mudo e só mais tarde veio o som.

• Os filmes eram em partes.A todo momento havia um intervalo.Depois vieram os filmes colados.
• A tela era pequena e quadrada.Muito depois, é que passou a Cinemascope (tela grande e retangular).
• Se a cópia do filme fosse muito gasta, arrebentava a todo momento e o projecionista recebia uma grande vaia.
• A maioria dos filmes chegavam através do trem, em latões que pesavam de trinta a quarenta quilos.
• O projetor do cinema da Lumber era a base de carvão e não de lâmpada, como outros projetores.
• O cinema da Lumber possuía um total de 250 cadeiras.
• Durante vinte anos ou mais, o cinema utilizou uma música de Tchaikovski (Concerto nº1 para piano), como prefixo musical, que anunciava o início das sessões.
• Nas décadas de 50 e 60, o cinema da Lumber serviu de espaço para atividades teatrais e solenidades de formaturas do Grupo Escolar “General Osório”.
• A maioria das sessões aconteciam somente nos finais de semana: Sábado à noite, Domingo à tarde e à noite.
• Era tradição, em todo 12 de outubro as escolas ganharem uma sessão gratuíta de matinê, em homenagem ao dia das crianças.
• Por que os cinemas fecharam?
Porque os filmes novos passaram a ser liberados mais cedo para a televisão, o vídeo cassete nos oferece uma infinidade de opções, o vídeo game e o computador desviaram a atenção do público infanto-juvenil e a televisão por assinatura complementa a questão.



• Para entender melhor o que representava o cinema na comunidade tresbarrense, é interessante assistir ao filme “Cinema Paradiso”.

Esse filme é dedicado a todos aqueles que fizeram do cinema, a sua grande paixão.
Acredito que toda cidade do interior, tenha também uma história parecida com a nossa.
Enfim, onde existiu um cinema, sempre haverá uma história a ser contada.



• Hoje, reduzidos às capitais e às cidades com um considerável número de habitantes, os cinemas são freqüentados por aqueles que anseiam em assistir ao filme em lançamento.

Raramente, alguém vai ao cinema para ver uma reprise; como acontecia antes.



***Ainda sobre o cinema...



• Os cartazes que anunciavam as novas atrações do cinema, eram expostos diante do Hotel e Bar Tupã (centro).



• Se o final de semana era de chuva forte, faltava energia elétrica.O filme parava na metade e voltávamos todos para casa.



• Em casos assim, recebíamos o ingresso novamente, para voltarmos numa próxima sessão.



• Não havia a televisão e as matinês eram esperadas com ansiedade, pela garotada.




“LUZ, CÂMERA, AÇÃO!”

(José Francisco de Souza)

     Houve uma época que já vai longe, em que passar algumas horas numa sala de cinema, era o momento mais importante na vida de muita gente.


Eram momentos mágicos, de sonhos e entretenimento.
Em poucas palavras, esta é a história de um antigo cinema, que durante muitas décadas foi a principal diversão de uma cidade toda.
Lá pelos idos de 1900...no pequeno povoado de Três Barras, chegaram os americanos, vindos da Califórnia e instalando ali a maior serraria da América do Sul:
a Companhia Lumber.
Com a grande serraria, chegaram centenas de famílias, vindas de todas as partes em busca de trabalho.Logo, como entretenimento para seus funcionários, a Lumber construiu um cinema.
No início os filmes eram mudos, é verdade.Mas, já em 1927, o filme “O cantor de jazz” estreava como primeiro filme sonoro, dando mais vida ao mundo da sétima arte.
Meus pais, tios e demais parentes, foram assíduos freqüentadores do cinema da Lumber, nas décadas de 40 e 50, época de ouro de Hollywood.
Mocinhos e bandidos, piratas e princesas, castelos encantados, castelos assombrados...
Viajando pelo velho Oeste em meio às caravanas, pelo Saara em velozes tapetes mágicos ou pela selva africana, ouvindo o grito do Tarzan, a platéia vibrava sem se importar, que tudo aquilo na tela, era apenas uma fantasia.
Era uma linda tarde de domingo de 1965, quando entrei pela primeira vez no Cine Militar (ex-Lumber), para assistir a uma comédia do Charles Chaplin.
Naqueles românticos anos 60, a televisão ainda não havia chegado aos nossos lares e o cinema prosseguia com suas sessões sempre lotadas.
Era a época dos grandes épicos, dos westerns, das aventuras e dos românticos:
“La violetera” e “Dio como ti amo”.
Hitchcock assustou muita gente com seu bando de pássaros selvagens, quando aqui foi exibido: “Os pássaros”.
Perigo, aventura e suspense na tela.Mas, na platéia, o inesperado também acontecia.


(Numa época em que nas cidades do interior não existia a televisão, o gibi e o cinema eram o sonho de toda a garotada).



A luz acabou ou a fita arrebentou?
Perguntava a platéia enfurecida, quando em meio a uma cena de ação, o filme parava de repente.Não foram uma, nem duas vezes em que recebemos os ingressos novamente, para voltarmos em outra sessão, no próximo domingo.
Quando o final de semana era de chuva forte, geralmente faltava energia elétrica e lá se ia a nossa diversão.
E se a cópia do filme fosse muito velha e desgastada, não havia “durex” que colasse.
Hoje, quando entro numa vídeo locadora, posso alugar quantos filmes desejar.
Naqueles tempos, os filmes demoravam a chegar e vinham em latões pesados, trazidos pelo trem. Muitas coisas mudaram até para melhor...
Porém, a magia das matinês já não existe mais.
Alguém acreditaria, que aquela era uma época dourada, em que as telas dos cinemas faziam brilhar astros e estrelas, que durante décadas a fio fizeram a alegria de várias gerações? Sim, essa época realmente existiu.
Mas o tempo foi passando...


(O primeiro beijo de muitos namorados aconteceu no escurinho do cinema).


A televisão chegou de mansinho e se expandiu pelos lares.
Nosso antigo cinema prosseguiu até 1980, tendo como últimas apresentações alguns filmes nacionais.
Nessa mesma década, de Norte a Sul do Brasil, muitos cinemas começaram a fechar, sentindo que as salas já não eram mais um filão comercial.
E com a chegada do vídeo cassete e da liberação dos filmes novos para a TV, a queda de público nos cinemas aumentou ainda mais.
O cinema, já desativado, passou a dar espaço para bailes e discoteques, para uma geração alheia à história daquele espaço.
Sendo uma construção antiga, hoje só nos restam as ruínas como lembranças.
Na última vez em que lá estive, ao tocar as mãos naquelas paredes, pensei comigo mesmo:
se elas falassem, quantas histórias não teriam para nos contar?


OS FILMES QUE EU ASSISTI...NO CINEMA DA LUMBER:
Outro dia puxei pela memória e consegui listar 60 filmes que assisti no cinema do
Campo Militar:

  1. Tarzan (vários filmes com Lex Barker e Johnny Weismuller).
  2. Winetou (série de 11 filmes com Pierre Brice e Lex Barker).
  3. Sissi (série de 3 filmes com Romy Schneider).
  4. Angélica e o rei (Michele Mercier e Giuliano Gemma).
  5. Angélica a marquesa dos anjos. (Michele Mercier e Giuliano Gemma).
  6. Ringo (série de western italiano, com Giuliano Gemma e Fernando Sancho).
  7. Os dez mandamentos (Charlton Heston).
  8. 7 raios de Assur.
  9. Sansão contra os piratas (Kirk Morris).
  10. A rainha dos vikings (Clarita e Don Murray).
  11. O espadachim do diabo (Lex Barker).
  12. A tulipa negra (Alain Delon e Virna Lizi).
  13. As petroleiras (Brigite Bardot e Cláudia Cardinale).
  14. Dois contra o oeste (Alain Delon e Dean Martin).
  15. Maya (Clint Walker).
  16. A incrível jornada. (aventura Disney).
  17. Branca de Neve e os 7 anões. (Desenho Disney).
  18. A espada era a lei. (Desenho Disney).
  19. Sam o selvagem (Aventura Disney).
  20. Os filhos do capitão Grant (aventura Disney).
  21. 20.000 léguas submarinas (aventura Disney).
  22. O segredo das esmeraldas (aventura Disney).
  23. A mansão do homem sem alma. (terror).
  24. As filhas de Drácula. (terror).
  25. Mazaropi sai da frente.
  26. O corintiano (Mazaropi).
  27. Uma pistola para Djeca (Mazaropi).
  28. Eu matei Rasputim.
  29. O xerife da estrela de ouro.
  30. Morrendo de medo (Jerry Lewis e Carmem Miranda).
  31. A queda do império romano (Sophia Loren
  32. A ilha dos delfins azuis.
  33. Um marido de morte (Tony Curtis).
  34. Aventura em Florença (aventura Disney).
  35. Na trilha dos apaches.
  36. Balas para um bandido (Audy Murphy).
  37. Gatilho relâmpago.(Glen Ford).
  38. Rastros de ódio. (John Wayne).
  39. Spartacus (Kirk Douglas).
  40. O dólar furado (Giuliano Gemma).
  41. As aventuras da família Robinson (aventura Disney).
  42. Carmem a cigana (Teixeirinha).
  43. A quadrilha do perna dura (Teixeirinha).
  44. Motorista sem limites (Teixeirinha).
  45. Os pássaros (Tip Hedren e Rod Taylor).
  46. Mary Poppins (musical Disney).
  47. Sansão e Dalila (Victor Mature e Hedi Lammar).
  48. Sammy o aventureiro dos 7 mares (aventura Disney).
  49. Somente os fracos se rendem (Brian Keith e Vera Miles).
  50. A última batalha do general Custer.
  51. O pagador de promessa. (Leonardo Vilar e Glória Menezes).
  52. A piscina (Alain Delon e Romy Schneider).
  53. A 25ª hora (Anthony Quinn e Virna Lisi).
  54. O maior ódio de um homem (Dana Andrews).
  55. A Bíblia (John Houston).
  56. Um gênio entrou lá em casa (Bárbara Eden e Tony Randal).
  57. Os apuros de Cleópatra.
  58. Viva Maria (Brigite Bardot e Jeane Moreau).
  59. O homem que ri.
  60. Mil séculos antes de Cristo (Raquel Welch e John Richardson).

Alguns cartazes dos filmes acima mencionados.


Charlotte relembra "Sempre no meu coração".

    A senhora Charlotte de Souza, antiga moradora de Três Barras, hoje aos 81 anos de idade, nos conta que foi muitas vezes ao cinema da Lumber e que um filme, do qual ela gostou muito e jamais esqueceu, foi: "Sempre no meu coração". Ela tinha 14 anos na época e relembra que tanto o filme, quanto a música, fizeram enorme sucesso.Conferindo nas revistas de cinema dos anos 40, visto que o filme é de 1942, de fato, em todo o Brasil, o filme foi um grande sucesso de bilheteria.E o sucesso também se fez presente no cinema da Lumber.Nos anos 70 o cantor Antônio Marcos gravou a música tema, numa gravação muito bonita.Hoje o filme está em DVD.Vale a pena conferir.A música era tocada em gaitinha de boca; coisa rara nos dias de hoje.

Filme: "Sempre no meu coração" (1942).



Meu "Cinema Paradiso".

   Os cinemas do interior do Brasil tiveram uma história muito parecida com a do filme "Cinema Paradiso".Produção italiana, de Franco Cristaldi, "Cinema Paradiso" foi o vencedor de vários prêmios e emocionou platéias no mundo todo.
     É a história do projecionista e das pessoas que tinham no cinema, a sua principal diversão.Em Três Barras, a existência do cinema, foi mais ou menos parecida.
     Era um dos principais pontos de lazer dos finais de semana.Numa época em que não havia a televisão, nem tão pouco o dvd, o cinema era uma grande atração.Muita gente iniciou seu namoro e deu o primeiro beijo, na sala do cinema.Os encontros mais românticos aconteciam nas matinês.Para quem deseja matar as saudades daquele tempo, nada melhor do que assistir "Cinema Paradiso".

Filme: Cinema Paradiso (1989).


"Cinema Paradiso", é um hino de amor ao cinema".


Procuramos sempre colaborar, informando aquilo que vivemos e presenciamos, sem desprezar informações de outros tresbarrenses.Porém, é uma pena que muita gente de fora tem fornecido infomações vagas e erradas a respeito do cinema.Há pouco, agora em novembro/2012 li uma matéria num jornal de circulação estadual, cheia de informações erradas.Com certeza, fornecidas por gente que não é tresbarrense.

Se você gostou deste Blog, escreva para mim:
 José Francisco de Souza, é pedagogo e professor de teatro.(tioze.artes@bol.com.br)

"Lembranças da Lumber "



"LEMBRANÇAS DA L U M B E R"

Assista no youtube o documentário "Lembranças da Lumber".Há depoimentos de vários tresbarrenses.
Vista da serraria Lumber.

 Uma das primeiras casas do chefe da Lumber.
Uma garotinha passeando pelos gramados próximos da Lumber.

 A serraria Lumber foi uma grande empresa norte-americana que funcionou em Três Barras a partir de 1908 até fins de 1940.A partir de então, ela foi incorporada ao patrimônio da União e passou a ser uma empresa nacional.Continuou em atividade até o final de 1951.
     Em setembro de 1952 foi criado o Campo de Instrução "Marechal Hermes".
Na sede  da empresa estava tudo o que havia de melhor na época: cinema, hospital, campo de futebol, armazém, fábrica de gelo, salão de baile, luz elétrica, água encanada, etc.A serraria exportava a maioria da sua produção aos Estados Unidos da América e África do Sul.
      A sede da empresa ficava na área onde hoje está o Campo Militar.


Assista ao documentário no Youtube - Lembranças da Lumber.

 Abertura da estrada de ferro Três Barras a Mafra.

 As primeiras casas em volta da serraria.

 Almoxerifado Lumber.

 Nos trilhos da Lumber - 1925.
 Locomotivas possantes.

 Engenho de toras.






 Carregamento de toras.

 Casa das máquinas.

 Vista da serraria, Guincho, Pistoleiros da Lumber.
 Estação ferroviária de Três Barras - 1916.

 A serraria vista de outro ângulo.



 Batedores e Capitães do Mato a serviço da Lumber.


 Dr. Osvaldo de Oliveira, famoso médico da serraria Lumber.

 Seria esta a verdadeira Santa Emídia, que deu nome à gruta?

 Toras no tanque da Lumber.

 Uma das primeiras casas da Lumber.

Tarde de domingo nos anos 40.Pessoal da Lumber diante do cinema.


 Ontem: escritório da Lumber.
 Hoje: escritório do Exército. Pouca coisa mudou e a construção é a mesma.



 Trabalhadores da Lumber.

 Guindaste que tirava as toras da mata.



Hospital da Lumber (frente).


 Fundos do Hospital da Lumber.




Hospital da Lumber (anos mais tarde).A construção existiu até o final dos anos 80.


 A primeira Igreja de Três Barras - Bairro Argentina.

 A atual Igreja Matriz "São João Batista" foi inaugurada em outubro de 1960.

 Locomotiva para os serviços internos da serraria.




O trabalho na serraria Lumber.




 O pinheiro araucária era uma das madeiras muito utilizadas pela serraria.

 No corpo da guarda, a empresa contava com a ajuda de valentes pistoleiros.


 O início de uma epopéia.


 As primeiras casas junto à serraria.

 Carlos Schrann - funcionário da empresa Lumber.

 Emílio Tinel - funcionário da Empresa Lumber.


     Os tresbarrenses mais antigos ainda recordam os áureos tempos da empresa Lumber.E entre as muitas pessoas lembradas, está Emílio Tinel e sua “Banda Furiosa”.
Emílio Tinel ( na Lumber), foi o primeiro brasileiro nomeado para o cargo de encarregado dos acidentes de trabalho, substituiu Francis. 
                      Foi contratado em 22 de Maio de 1923, aos 23 anos, para a função de esteno-datilógrafo. 
     Recebia a diária de 6$000, era casado, residia em Três Barras, mas havia migrado de São Paulo.
Certamente conquistou a importante função de encarregado dos acidentes de trabalho pela sua estreita amizade com o diretor gerente da companhia, Ernesto Bishopp. Eram colegas inseparáveis em caçadas, pescarias e, inclusive, em uma banda de música formada por trabalhadores da Lumber, a “Banda Furiosa”, que no ano de 1925 contava com os dois amigos entre seus componentes.
Após as diligências do delegado, o patrão, Emílio Tinel, declarou em seu depoimento que: “quando aquele operário exercia sua profissão de distribuidor de madeira preparada, aconteceu que, sentando-se na mesa em que giram as roletas condutoras de
madeiras beneficiadas, “deixou-se prender” seu paletó em um desses roletes, indo a
vítima de encontro a este, causando-lhe a fratura que apresenta”.
Todas as testemunhas do caso, sem exceção, também declaram, da mesma forma que o patrão, que o operário “deixara-se prender” nos roletes, causando o acidente e os ferimentos dele decorrentes.
Sobre o senhor Emílio Tinel, é curioso informar que há fotografia do mesmo, num quadro de formatura do Grupo Escolar “General Osório”, no ano de 1949, como homenageado de honra.Também num livro de registros de visitas às exposições do Grupo Escolar, há registros de visita da senhora Etelvina Tinel (em 1945) e de Rosíris Tinel (1951). São lembranças raras de pessoas que aqui viveram e deixaram o seu registro na história.





 Otávio Tabalipa - funcionário da Empresa Lumber.


 Funcionários da serraria posando para uma foto em 1920.


 Nem tudo eram flores no trabalho da serraria.Acidentes com os trens, sempre aconteciam.


 O trem foi um dos meios mais utilizados pela Empresa Lumber, para transporte de cargas e viagens.

 Olhe a coragem desse madeireiro.




Quadro retratando a área da Empresa Lumber



História dos Hotéis:


Três Barras durante os anos de atividades da Empresa Lumber, contou com três hotéis em funcionamento: Hotel América, Hotel Wandrastch e Hotel Mirandel.

O “Hotel Mirandel”, localizado ao lado da Loja Uba, pertencia ao francês Artur Latige Mirandel, que teria chegado em Três Barras em 1913.Segundo contam, seu Artur pertencia a uma família de nobres franceses e possuía o título de Conde.Sua esposa era de origem russa e se chamava Anastácia Ivanov.O hoteleiro faleceu em 04 de maio de 1929.Sua esposa prosseguiu até 1953, quando veio a falecer em 04 de novembro, aos 84 anos de idade.Seus filhos eram: Miguel, Raul e Maria.Há uma lenda de que na casa dos mesmos existia um violino Stradivárius e que após o falecimento de Miguel (nos anos 80), a casa ficou abandonada e a Prefeitura teria encontrado esse violino, que misteriosamente desapareceu.Pessoas mais antigas nos contam que dona Anastácia era uma grande cozinheira e que chagava até a fazer geléias de pétalas de rosa.

A respeito do “Hotel Wandrastch” que pertenceu a Fernando e Melanie, há muitas informações no livro “Casa Brasileira”.



Aqui funcionou o "Hotel Wandrastch".


O "Hotel América", nos anos 60 passou a se chamar "Hotel e Bar Tupã", mantendo uma placa com o desenho de uma cabeça de índio.Durante longos anos teve como responsáveis o casal Miguel e Rosa Chicoski.Foi passando por vários donos.No início dos anos 80, passou à família Guebert, que ali montou uma loja de materiais de construção.



Desfile de 7 de setembro (2000).

Igreja Matriz "São João Batista" - inaugurada em outubro de 1960.



A Companhia Lumber foi uma grande serraria norte-americana, que fez parte da história de Três Barras - SC.Instalou-se por volta de 1910 e funcionou até fins de 1951.Um pouco dessa história está registrada no livro "Casa Brasileira", de autoria de Jorge de Souza, publicado em abril de 2007.


Marcenaria da Lumber

Cinema da Lumber

Ricardo de Oliveira, banqueiro e grande comerciante local.Mais conhecido como seu Dique.

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